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Presidentes da Rússia e do Irão reforçam laços como países sancionados pelos EUA

Presidente russo, Vladimir Putin, adiantou, por sua vez, que a Rússia e o Irão estão a finalizar os detalhes para um novo acordo de cooperação.
Lusa 15 de Setembro de 2022 às 12:33
Vladimir Putin
Vladimir Putin
Os presidentes da Rússia e do Irão congratularam-se esta quinta-feira pelo reforço dos laços entre os dois países, com Ebrahim Raisí a garantir que nunca reconhecerá as sanções ocidentais contra Moscovo e defendido a união entre nações sancionadas pelos EUA.

"Nunca reconhecemos as sanções contra a Rússia e nunca o faremos", afirmou o Presidente iraniano durante uma reunião com Vladimir Putin na cidade uzbeque de Samarcanda, à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai.

Sublinhando que pretende "fortalecer e desenvolver" os laços económico-comerciais com Moscovo, Raisí defendeu que as atuais relações têm "uma natureza estratégica" e acrescentou que a Rússia e o Irão podem "neutralizar" o efeito das sanções dos Estados Unidos.

O Presidente russo, Vladimir Putin, adiantou, por sua vez, que a Rússia e o Irão estão a finalizar os detalhes para um novo acordo de cooperação.

"Os trabalhos para a assinatura de um novo grande acordo com o Irão estão na fase final", anunciou o líder russo, referindo que as relações com Teerão estão a ser desenvolvidas em "todas as direções".

"Em 2021, as trocas comerciais aumentou 81% e nos primeiros cinco meses de 2022, cresceram 30%", disse.

Putin anunciou que na próxima semana uma delegação russa composta por representantes de cerca de 80 empresas viajará ao Irão para reforçar as relações e procurar novas oportunidades.

"As relações entre países que estão sujeitos a sanções dos Estados Unidos, como o Irão, a Rússia ou outros, podem ajudar a superar muitos problemas e tornar estes países mais fortes", considerou Raísi.

Por outro lado, Putin garantiu que a Rússia está "a fazer tudo para que o Irão se torne um membro de pleno direito" da organização e lembrou que as posições dos dois países "são próximas ou idênticas em muitas questões".

O Irão é, para já, apenas um país observador da aliança regional, estatuto recebido em 2005, mas apresentou um pedido final de adesão na última cimeira, realizada em 2021 em Dushanbe, capital do Tajiquistão, esperando finalizar a sua integração em Samarcanda.

Esta organização é vista como concorrente das instituições ocidentais, num contexto de tensões entre, por um lado, os Estados Unidos e a União Europeia e, por outro, a China e a Rússia.

O Irão espera há mais de uma década pela sua adesão porque vários países-membros não querem ter na aliança um país sancionado pelos Estados Unidos e pelas Nações Unidas por causa do seu programa nuclear.

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