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Correio da Manhã

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PRESO ANTIGO GENERAL

Tropas dos EUA prenderam na madrugada de ontem um antigo general iraquiano acusado de recrutar elementos para a resistência e de organizar ataques contra as forças da coligação no Norte do Iraque.
23 de Dezembro de 2003 às 00:00
Tropas norte-americanas fizeram inúmeras detenções, nomeadamente um ex-general e três cientistas
Tropas norte-americanas fizeram inúmeras detenções, nomeadamente um ex-general e três cientistas FOTO: Shawn Baldwin/EPA
Segundo uma fonte militar norte-americana, o general Mumtaz al-Taji, dos Serviços Secretos militares do antigo regime iraquiano, foi detido durante uma operação em Baquba, a norte de Bagdad, durante a madrugada de ontem. Al-Taji, que não faz parte do famoso "baralho de cartas" dos dirigentes iraquianos mais procurados, é acusado de estar por detrás de vários ataques contra as forças americanas no Norte e Centro do Iraque, bem como de recrutar antigos soldados iraquianos para a resistência contra as forças da coligação.
As tropas americanas detiveram nos últimos dias mais de duas centenas de guerrilheiros iraquianos e dirigentes do antigo regime, incluindo três cientistas que trabalharam no programa iraquiano de armas de destruição em massa. O Conselho Governativo iraquiano exigiu a libertação dos cientistas porque eles agora são professores de uma universidade.
Segundo o administrador norte- -americano do Iraque, Paul Bremmer, que ontem esteve reunido em Washington com o presidente George W. Bush, a captura de Saddam Hussein tornou "mais eficaz" o trabalho das tropas americanas, que desde então multiplicaram as detenções.
Apesar destas detenções, os ataques contra as tropas americanas não dão mostras de diminuírem. Ainda ontem, mais dois soldados dos EUA e um intérprete iraquiano foram mortos quando uma bomba explodiu à passagem do seu veículo em Bagdad. Noutro incidente, pelo menos oito soldados americanos foram feridos durante uma operação que levou à captura de 40 guerrilheiros na província sunita de al-Anbar.
Também ontem, foi encontrada e desarmada uma bomba em casa do líder xiita iraquiano e membro do Conselho Governativo Abdul Aziz al- -Hakim. O dirigente não correu perigo, uma vez que se encontra fora do país.
Entretanto, a Rússia anunciou ontem que está disposta a perdoar 65 por cento da dívida iraquiana, no valor de oito mil milhões de dólares. Moscovo caucionou, no entanto, que a medida terá primeiro que ser aprovada pelo Clube de Paris, que reúne os países credores.
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