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Presos bebem própria urina em prisão brasileira

A Ordem dos Advogados do Brasil do estado de Alagoas vai investigar denúncias de que presos de uma penitenciária no interior daquele estado estão a beber a própria urina por não terem acesso a água.

17 de Janeiro de 2014 às 19:23
Os presos ficam por vários dias consecutivos sem água e são forçados a armazenar a própria urina para beberem depois
Os presos ficam por vários dias consecutivos sem água e são forçados a armazenar a própria urina para beberem depois FOTO: d.r.

A denúncia foi feita por cerca de 30 companheiras e mães de presos da cadeia da cidade de Girau do Ponciano, no agreste do estado.

De acordo com a denúncia, feita ao presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Alagoas, Daniel Nunes, a falta de água na prisão é constante.

Os presos ficam por vários dias consecutivos sem água e são forçados a armazenar a própria urina para beberem depois.

Ainda de acordo com os relatos das mães e mulheres dos presos, muitos deles estão doentes, uns desidratados pela falta de água e outros com infecções provocadas pela ingestão de urina.

Inaugurada no ano passado e com cerca de 800 celas, a Penitenciária de Girau do Ponciano foi erguida numa região onde a temperatura média ao longo de quase todo o ano é superior aos 30 graus, chegando nos meses mais quentes a perto de 40.

A Superintendência de Assuntos Prisionais de Alagoas reconheceu que houve problemas na central de captação e abastecimento de água da cadeia, que tem um reservatório com capacidade para 300 mil litros, mas nega que os presos tenham ficado sem água.

Segundo o órgão, o reservatório tem sido abastecido diariamente por camiões-cisterna com 130 mil litros de água potável, que os responsáveis prisionais consideram ser suficiente.

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