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Correio da Manhã

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Presos fazem contas ao tráfico de droga

Numa demonstração de ousadia e do grau de cumplicidade que possui dentro do sistema prisional paulista, o PCC, Primeiro Comando da Capital, facção criminosa que comanda o crime organizado no estado de São Paulo, chegou a usar os computadores de uma penitenciária onde estão detidos vários dos seus líderes para fazer e guardar a contabilidade das suas acções criminosas, nomeadamente o tráfico de droga e a venda de carros roubados.
4 de Maio de 2007 às 00:00
De acordo com documentos recentemente divulgados pelo Ministério Público, parcialmente divulgados, os computadores da Penitenciária Nestor Canoas, em Mirandópolis, no interior do estado de São Paulo, foram usados por marginais para fazer a contabilidade da venda de droga dentro e fora da prisão, calcular despesas e lucros e detalhar o roubo de carros e a sua venda.
O uso dos computadores, que estão em salas reservadas a directores e outros altos funcionários prisionais e a que jamais um preso deveria ter acesso, foi feito em 2004, mas só agora a investigação chegou até esse crime e foi divulgada. No entanto, é voz corrente nos meios policiais que o PCC, ou por cumplicidade paga ou através de chantagem a agentes prisionais, continua a beneficiar de privilégios dentro do sistema carcerário paulista e que casos como o de Mirandópolis poderão voltar a ser descobertos, até porque a organização criminosa não tem limites nem recua seja ante o que for para atingir os seus propósitos.
Só desde o início do ano e apenas em São Paulo, seis agentes do sistema prisional foram assassinados em dias de folga por, supostamente, não atenderem às exigências do PCC nas prisões onde trabalhavam.
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