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Correio da Manhã

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‘Prestige’ fica sem culpados

Juiz não encontrou responsáveis penais pelo acidente que causou catástrofe ecológica
14 de Novembro de 2013 às 15:33
Maré negra causada pelo naufrágio do navio, cujo capitão (foto peq.) foi condenado apenas por desobediência
Maré negra causada pelo naufrágio do navio, cujo capitão (foto peq.) foi condenado apenas por desobediência FOTO: Miguel Vidal / Reuters

Um tribunal da Galiza absolveu ontem os três únicos acusados pelo naufrágio, em 2002, na Galiza, do navio petroleiro ‘Prestige', deixando sem culpados uma das maiores catástrofes ecológicas da Europa.

Após um ano de julgamento e centenas de testemunhos e peritos ouvidos, o coletivo presidido pelo juiz Juan Luis Pía chegou à conclusão de que nenhum dos três acusados - o comandante do navio, Apostolos Mangouras, o chefe das máquinas, Nikolas Argyropoulos, e o antigo diretor-geral da Marinha Mercante espanhola, Luis López Sors - pode ser judicialmente imputado pelo acidente, causado por uma deficiência estrutural cuja origem "ninguém sabe precisar". Desta forma, o juiz optou por condenar apenas o comandante do navio a nove meses de prisão por desobediência, por ter demorado três horas a responder à ordem para mover o navio.

Admitiu ainda que o governo espanhol agiu com a melhor das intenções ao mandar afastar o navio da costa e considerou legítima a atuação da fragata portuguesa que impediu o ‘Prestige' de entrar nas águas territoriais lusas.

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