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Correio da Manhã

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PRIMEIRO-MINISTRO ADMITE TER SIDO ESPIÃO

O recém-eleito primeiro-ministro húngaro, Peter Medgyessy, admitiu ontem no Parlamento ter trabalhado como agente de contra-espionagem para os serviços secretos do regime comunista, há mais de duas décadas.
19 de Junho de 2002 às 22:09
Medgyessy, que tomou posse há menos de um mês, viu-se forçado a tornar público o seu passado como "caçador de espiões" depois de um jornal ter publicado um artigo sobre o assunto. "Trabalhei como agente dos serviços de contra-espionagem no campo da economia internacional durante cinco anos, entre 1977 e 1982, quando trabalhava no Ministério da Economia", admitiu o primeiro-ministro, adiantando que a sua função consistia em "impedir que agentes estrangeiros obtivessem segredos húngaros". Medgyessy propôs ainda apresentar ao Parlamento uma lei para tornar públicos os dados sobre o envolvimento de outras figuras públicas com os antigos serviços secretos comunistas.


Apesar da "confissão" pública, a divulgação do passado comunista de Medgyessy irritou a opinião pública e chocou a Aliança dos Democratas Livres, parceiro de coligação dos socialistas no governo. Este partido admitiu já que poderá apresentar uma moção de censura contra o primeiro-ministro, provocando assim o seu inevitável afastamento. Os Democratas Livres propuseram, mesmo, um substituto para Medgyessy, que seria o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Laszlo Kovacs.
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