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Primeiro-ministro britânico determinado a proteger Reino Unido da China

País tem "valores profundamente diferentes" dos do Reino Unido "e uma liderança autoritária determinada em mudar a ordem internacional", afirmou Sunak.
Lusa 30 de Novembro de 2022 às 15:26
Rishi Sunak
Rishi Sunak FOTO: Reuters
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou, esta quarta-feira, que está determinado a "proteger a segurança" do Reino Unido da China, nomeadamente através de barreiras ao investimento económico. 

Questionado pelo deputado onservador Paul Beresford sobre os "tentáculos em expansão da China comunista" e a "ameaça geopolítica grave" que Pequim representa, Sunak concordou que aquele país tem "valores profundamente diferentes" dos do Reino Unido "e uma liderança autoritária determinada em mudar a ordem internacional". 

O líder do Partido Conservador referiu que a legislação aprovada recentemente sobre investimento internacional permitiu bloquear o controlo da fábrica de microprocessadores Newport Wafer Fab pela Nexperia, propriedade da gigante chinesa de smartphones Wingtech. 

O Governo ordenou que a Nexperia venda pelo menos 86 por cento da principal fabricante de semicondutores no Reino Unido para se proteger contra possíveis riscos para a segurança nacional.

Na terça-feira, o Executivo anunciou que vai controlar 50% do capital da central nuclear Sizewell C, fazendo sair a empresa estatal China General Nuclear Power Group (CGN), que tinha 20%. 

"Este Governo está a garantir que protege a segurança deste país", vincou Sunak. 

As tensões entre Pequim e Londres têm-se agravado nas últimas semanas, com Sunak a anunciar que a "era dourada terminou" das relações entre os dois países, defendendo uma abordagem mais pragmática ao "desafio sistémico". 

Na terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico anunciou ter convocado o embaixador da China, Zheng Zeguang, para manifestar desagrado e pedir explicações pela detenção de um jornalista da BBC no domingo durante a cobertura de protestos populares em Xangai contra as restrições adotadas pelo regime por causa da covid-19.  

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