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Correio da Manhã

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Primeiro-ministro da Guiné-Bissau denuncia plano de golpe de Estado

Aristides Gomes acusou o general Umaro Embaló de estar por detrás de plano para travar as Presidenciais.
Francisco J. Gonçalves 23 de Outubro de 2019 às 01:30
Aristides Gomes
Umaro Embaló
Aristides Gomes
Umaro Embaló
Aristides Gomes
Umaro Embaló
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau denunciou na segunda-feira um plano para levar a cabo um golpe de Estado no país. Na sua página no Facebook, Aristides Gomes acusou o general e antigo chefe de governo Umaro Sissoco Embaló, alegando que o objetivo do golpe seria "interromper o processo de preparação das eleições presidenciais de 24 de novembro", nas quais Embaló é um dos 12 candidatos.

"As provas materiais dos preparativos para a efetivação do crime estão seguramente guardadas para serem exibidas na altura devida", afirmou Aristides Gomes.

Apesar da gravidade da acusação, nenhuma medida foi anunciada contra o alegado golpista, que se encontra fora do país há cerca de um mês. Em declarações à agência Lusa, Embaló negou tudo e acusou o chefe de governo de querer distrair atenções "da notícia sobre a droga". Em causa está a apreensão, no início de setembro, de quase duas toneladas de cocaína. Embaló tem repetidamente ligado o governo ao tráfico de droga na Guiné-Bissau, mas sem exibir provas.

O primeiro-ministro garantiu que, "não obstante as manobras, que vão contra o espírito da democracia", tudo está a ser feito para que "as Presidenciais tenham lugar na data marcada". O candidato favorito é o presidente em exercício, Carlos Gomes Júnior.
Facebook Estado Aristides Gomes Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló política
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