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Correio da Manhã

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Primeiro-ministro Olmert recusa demitir-se

A crise política está instalada em Israel. Ontem, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o ministro da Defesa, Amir Peretz, fizeram saber que recusam demitir-se na sequência de apelos nesse sentido, que se escutam de vários quadrantes da sociedade israelita após a demissão do chefe de Estado-maior das Forças Armadas, general Dan Halutz.
19 de Janeiro de 2007 às 00:00
Os três principais jornais em Israel classificaram ontem Olmert e Peretz de “frouxos”, sublinhando que o general Halutz, que se demitiu terça-feira, não pode assumir sozinho o fracasso da guerra no Líbano. Mas os jornais limitam-se a fazer eco da opinião pública. Segundo uma sondagem publicada ontem, 70,9 por cento dos israelitas são favoráveis à demissão do ministro da Defesa e 50,2 por cento consideram que o primeiro-ministro devia cessar ar funções.
A sondagem indica ainda que 58 por cento dos israelitas defendem a realização de eleições antecipadas, enquanto apenas 37 por cento são contra.
ACORDO DENTRO DE DOIS ANOS
Entretanto, na frente do conflito israelo-palestiniano, um alto responsável do governo de Telavive afirmou ontem que os dois beligerantes poderão chegar a um acordo definitivo dentro de dois anos. “Acredito que dois anos serão suficientes para que, se conseguirmos entrar na fase das negociações directas, possamos alcançar um estatuto final” – afirmou Ephraim Sneh, vice-ministro israelita da Defesa,
Recorde-se que a chefe da diplomacia de Washington, Condoleezza Rice, que visitou a região na semana passada, vai convocar para o início do próximo mês de Fevereiro uma reunião tripartida entre os EUA, o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.
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