page view

Primeiro-ministro quer Conselho de Segurança da ONU "mais transparente, democrático e representativo"

Chefe do Governo português agradeceu a "confiança depositada" em Portugal que permitiu a eleição à primeira volta para um lugar neste órgão para o biénio 2027-28.

24 de setembro de 2026 às 21:25

O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira nas Nações Unidas que Portugal terá entre as suas prioridades tornar o Conselho de Segurança desta organização "mais transparente, mais democrático e mais representativo", sublinhando a vocação do país de "construção de pontes".

Luís Montenegro discursou esta quinta-feira perante a 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a poucos meses de Portugal regressar ao Conselho de Segurança da ONU como membro não-permanente.

Na sua intervenção, o chefe do Governo português agradeceu a "confiança depositada" em Portugal que permitiu a eleição à primeira volta para um lugar neste órgão para o biénio 2027-28.

"A partir de janeiro, Portugal levará para o Conselho de Segurança, como membro não-permanente, uma vocação global e uma cultura de diálogo e de construção de pontes", assegurou, sublinhando que o país conhece bem os desafios com que se confrontam os países menos avançados.

Segundo Montenegro, no Conselho de Segurança, "Portugal estará empenhado em três grandes prioridades: prevenir, cooperar e proteger".

"Prevenir as crises e os conflitos com grave impacto humano, que infelizmente grassam em vários continentes, porque não há conflitos de primeira e de segunda classe. Todos nos interpelam. Todos", assegurar.

Em segundo lugar, "cooperar e desenvolver parcerias, num Conselho mais transparente, mais representativo e mais democrático".

"E proteger a dignidade humana, combatendo a pobreza e salvaguardando os direitos fundamentais, a segurança alimentar e o futuro das novas gerações", acrescentou.

O primeiro-ministro prometeu ainda empenho para tornar o Conselho de Segurança "mais representativo, o que passa por lugares permanentes para África, o Brasil e a Índia, assim refletindo a evolução do mundo".

"Esta maior representatividade da ONU e dos seus órgãos deve ser também linguística. A Língua Portuguesa é o idioma mais falado no hemisfério Sul, com quase 300 milhões de falantes em todo o mundo. Merece, por isso, um maior protagonismo nas Nações Unidas", defendeu.

A partir de 1 de janeiro do próximo ano, Portugal voltará a sentar-se como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028, para o qual foi eleito com a maior votação de sempre numa candidatura portuguesa àquele órgão (e, pela primeira vez, à primeira volta).

Portugal, que concorreu sob o lema "Prevenção, Parceria, Proteção", já foi membro do Conselho de Segurança nos biénios 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. Sempre que se candidatou, Portugal foi eleito.

A Assembleia Geral é o órgão no qual os 193 Estados-membros da ONU se sentam em pé de igualdade e tem uma função exclusivamente representativa, mas é o Conselho de Segurança que toma decisões vinculativas em que cinco grandes potências (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) são membros permanentes com direito de veto.

A representação de Portugal no debate geral anual nas Nações Unidas tem alternado entre Presidente da República e primeiro-ministro.

Em 2016, 2018, 2019, 2021, 2023 e 2025 foi o anterior chefe de Estado Marcelo Rebelo de Sousa a deslocar-se a Nova Iorque, e em 2017, 2020 e 2022 a intervenção perante a Assembleia Geral coube ao anterior primeiro-ministro, António Costa, sendo esta a segunda participação de Luís Montenegro, que se estreou em 2024.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a sua rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8