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"Prisão de Adams é atentado à paz"

Líder do Sinn Fein foi detido quarta-feira por suspeita de envolvimento no sequestro e assassinato de uma mulher por terroristas do IRA em 1972
2 de Maio de 2014 às 15:30
Geerry Adams foi um dos artífices da paz na Irlanda do Norte
Geerry Adams foi um dos artífices da paz na Irlanda do Norte FOTO: EPA

O partido irlandês Sinn Fein afirmou ontem que a detenção do seu líder Gerry Adams por suspeitas de envolvimento num assassinato cometido pelo IRA em 1972 é "um atentado contra a paz na Irlanda do Norte" e uma tentativa de influenciar as eleições locais do próximo mês.

Adams, de 65 anos, foi preso após ter-se apresentado voluntariamente na esquadra de Antrim para prestar declarações sobre o homicídio de Jean McConville, uma mulher sequestrada e assassinada pelo IRA por ser uma alegada informadora da polícia britânica. Antes da sua detenção, o político republicano negou qualquer envolvimento na morte de McConville e rejeitou as "alegações maliciosas" sobre o seu papel no mesmo.

Jean McConville, de 37 anos, viúva e mãe de 10 filhos, foi levada da sua casa de Belfast por terroristas do IRA em dezembro de 1972. O seu corpo foi encontrado enterrado numa praia da República da Irlanda em 2003. A investigação à sua morte foi reaberta após a publicação de um livro com entrevistas de ex-terroristas, um dos quais alega que Adams era no início dos anos 70 o chefe da brigada de Belfast do IRA e liderava um esquadrão secreto responsável pelo desaparecimento de mais de uma dezena de pessoas. Adams sempre negou ter pertencido ao IRA. O vice-PM norte-irlandês Martin McGuinness, do Sinn Fein, disse ontem que as acusações não passam de uma tentativa de "forças obscuras" da polícia para sabotar a paz e influenciar as eleições.

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