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Correio da Manhã

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Processo de escolha de governo espanhol pode durar 2 meses

Em janeiro os novos deputados vão votar um presidente do Congresso.
21 de Dezembro de 2015 às 11:38
O PP, de Mariano Rajoy, venceu, com 123 deputados, as eleições em Espanha
O PP, de Mariano Rajoy, venceu, com 123 deputados, as eleições em Espanha FOTO: Chema Moya/EPA

Os resultados das eleições espanholas criaram um cenário político de complexos acordos de governo, governação em minoria ou até novas eleições, e todo o processo pode arrastar-se até dois meses.

O PP, de Mariano Rajoy, venceu domingo, com 123 deputados, as eleições em Espanha, que ditaram o fim do bipartidarismo, mas sem a maioria para formar governo, o que obrigará a negociações. Dois dos vitoriosos da noite eleitoral são os partidos emergentes, o Podemos, de Pablo Iglesias, à esquerda, com 69 deputados, e o Ciudadanos (centro-direita), de Alberto Rivera, com 40 deputados.

O outro partido histórico da democracia espanhola, o PSOE, de Pedro Sanchez, foi o segundo mais votado, mas com 90 deputados.

Com o eleitor espanhol sem ideia clara de quem vai governar, o novo parlamento espanhol apenas é constituído a 13 de janeiro (após as festividades de Natal e do dia dos Reis).

Será a 13 de janeiro que os 350 novos deputados vão votar um presidente do Congresso (o equivalente à Assembleia da Republica em Portugal) e a respetiva mesa da câmara baixa (em Espanha existe uma câmara alta, o Senado, também votado e escolhido no domingo).

A votação para o presidente do Congresso (habitualmente um representante da força mais votada nas eleições) determina depois os prazos para a votação ou votações de investidura do presidente do Governo (este processo de eleição do presidente pelos deputados pode durar dois meses).

Nos dias seguintes, os porta-vozes dos grupos parlamentares reúnem-se com o Rei Felipe VI, a quem cabe propor um candidato a presidir ao Governo (habitualmente o da força mais votada).

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