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Correio da Manhã

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Procurador investigava traficantes

O procurador da República da Comarca da Praia, Cabo Verde, Arlindo Figueiredo e Silva, baleado na quinta-feira à noite à porta da sua casa no Bairro da Palmarejo, na capital do país, tem estado a investigar casos de assassinatos relacionados com o tráfico de droga, fraudes e falsificação de documentos, crimes que ultimamente têm ocorrido no arquipélago, apurou o CM.
12 de Dezembro de 2004 às 00:00
O procurador Arlindo Figueiredo Silva, de 40 anos, tem nas mãos os chamados ‘processos sensíveis’ num país em que cada vez mais surgem casos de fraude e grupos de traficantes de droga com conexão internacional
O procurador Arlindo Figueiredo Silva, de 40 anos, tem nas mãos os chamados ‘processos sensíveis’ num país em que cada vez mais surgem casos de fraude e grupos de traficantes de droga com conexão internacional
Na véspera do atentado, quarta-feira, “o magistrado tinha mandado efectuar uma busca domiciliária em casa de um cidadão russo na sequência de uma queixa deste contra um outro russo por causa de falsificação de documentos”, adiantou uma fonte, segundo a qual, “nos últimos anos têm aparecido em Cabo Verde novos ricos russos envolvidos em negócios pouco transparentes e isto têm causado muitos problemas”. O inspector da Polícia Judiciária cabo-verdiana, Paulo Rocha, disse ao CM que “o agressor, alegadamente jovem, ainda não foi detido e as investigações prosseguem”.
Arlindo Silva e o seu filho de sete anos, Denis, continuam, entretanto, internados no Hospital Agostinho Neto, mas fora do perigo, enquanto a mulher, Eneida, e um bebé de nove meses, estão bem e em casa.
Recorde-se que a família Figueiredo e Silva foi surpreendida na noite de quinta-feira à porta de casa com o disparo de tiros de uma pistola calibre 7,65 milímetros quando regressava de um passeio. O procurador sofreu feridas penetrantes na perna e no braço, o filho foi atingido no abdómen e a mulher no pé mas sem gravidade. O bebé, que estava ao colo da mãe, não foi atingido. O Ministério da Justiça, e os partidos políticos PAICV, no poder, e o MPD, na oposição, condenaram o atentado.
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