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Correio da Manhã

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Prolongada missão da NATO no Afeganistão

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade prolongar o mandato da Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF) da NATO no Afeganistão (ISAF), que integra também militares portugueses, por mais um ano, manifestando preocupação pelo aumento da actividade dos talibãs no país, sobretudo no sul, onde têm os seus principais bastiões.
13 de Setembro de 2006 às 08:55
Prolongada missão da NATO no Afeganistão
Prolongada missão da NATO no Afeganistão FOTO: d.r.
Cerca de 20 mil soldados da NATO e um número semelhante de militares norte-americanos têm vindo a enfrentar uma violência crescente por parte dos rebeldes talibãs, cujos ataques e atentados bombistas constituem uma ameaça ao objectivo de democratização do Afeganistão. A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU prolonga por um ano o mandato da ISAF, que terminava no próximo dia 13 de Outubro.
Refugiados sobretudo no sul do país, onde estão localizados os seus principais bastiões, os rebeldes talibã lançaram nas últimas semanas a mais mortífera onda de violência desde o início da operação militar multinacional liderada pelos EUA para depor o regime talibã de Cabul, em Outubro de 2001, sendo que, desde o início de Agosto, já morreram no Afeganistão 40 militares do contigente internacional.
Recorde-se que Portugal participa na ISAF com um efectivo de 104 soldados do 1.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista da Brigada de Reacção Rápida. Os militares portugueses integram uma estrutura que inclui efectivos de 36 países, operando sob mandato das Nações Unidas com a missão de prestar assistência ao Governo do Afeganistão na segurança do país.
PEDIDO REFORÇO DE EFECTIVOS
Face à inesperada resistência dos talibans no sul do Afeganistão, o comandante supremo da Aliança Atlântica para a Europa, general James L.Jones, defendeu a necessidade de reforçar o contingente da ISAF destacado na região.
O Reino Unido, que já enviou 4.000 soldados para o Afeganistão, mostrou a intenção de apoiar o reforço militar, todavia nenhum dos 26 países que integram a NATO apresentou até ao momento ofertas formais para participar no aumento da presença militar no sul do país.
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