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Correio da Manhã

Mundo
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PROTESTOS VIOLENTOS

A violência não abranda no Iraque. Ontem, em Bagdad, uma manifestação de desempregados descambou em confrontos com a Polícia e em Tikrit mais um soldado dos EUA foi morto e três outros ficaram feridos na explosão de uma bomba junto a uma base militar.
2 de Outubro de 2003 às 00:00
A insegurança continua a ser a nota dominante do dia-a-dia do Iraque do pós-guerra
A insegurança continua a ser a nota dominante do dia-a-dia do Iraque do pós-guerra
O protesto de 300 desempregados tornou-se violento depois de terem sido disparados tiros, aparentemente do interior da esquadra de Polícia, para junto da qual convergiu o protesto. Revoltados com a recepção, os manifestantes incendiaram pelo menos dois carros e atiraram pedras ao edifício. A polícia acabou por carrga sobre os manifestantes e durante várias horas foi um autêntico caos no centro da capital iraquiana. No entanto, não há notícia de vítimas.
Os polícias alegam ter respondido a tiros dos manifestantes, mas estes garantem que estavam a retirar e acusam os agentes de terem exigido subornos para fazerem a sua inscrição como membros da força policial. Os empregos, afirmam, acabaram por ir para as mãos de familiares dos polícias.
Mas a violência não se confina apenas a Bagdad e arredores. Mais a norte, em Tikrit, cidade natal do antigo ditador Saddam Hussein, uma bomba com controlo remoto foi detonada à passagem de uma caravana de viaturas militares. Segundo algumas fontes, a vítima mortal foi uma mulher soldado. Desde que o presidente Bush anunciou, no passado dia 1 de Maio, o fim dos combates, já morreram 82 militares norte-americanos devido a fogo hostil.
ONU VAI CONTINUAR
Entretanto, a ONU revelou ontem que vai continuar a sua missão humanitária no Iraque, apesar da redução de efectivos anunciada na semana passada.
"Vamos continuar a trabalhar" - afirmou um alto responsável das Nações Unidas em Bagdad, reiterando que a redução de efectivos foi considerada "um ajustamento" às circunstâncias.
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