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PSOE rompe com PP e exige demissão de Rajoy

O secretário-geral do maior partido da oposição de Espanha (PSOE), Alfredo Pérez Rubalcaba exigiu neste domingo a demissão imediata do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, na sequência do caso Bárcenas, anunciando uma rutura de relações com o Partido Popular (PP).   
14 de Julho de 2013 às 14:55

De acordo com a agência EFE, Rubacalba acusou o governante de "mentiras", "ausência total de explicações" e de "conivência com um delinquente", numa conferência de imprensa após uma reunião de emergência da direção do partido, depois do jornal El Mundo ter divulgado uma troca de SMS entre Rajoy e o ex-tesoureiro do Partido Popular.

O secretário-geral do PSOE anunciou que o seu partido rompeu "todas as relações com o PP", justificando que não pode negociar com alguém que "está incapacitado para governar Espanha".

Rubalcaba anunciou também que irá ainda hoje contactar os porta-vozes dos restantes partidos com assento parlamentar de forma a encontrar uma "frente comum" e estudar em conjunto que medidas podem adotar, não adiantando se vão ou não avançar com uma moção de censura contra Rajoy.

As mensagens publicadas indiciam que o primeiro-ministro manteve um contacto direto de pelo menos dois anos com Luis Bárcenas, pedindo-lhe silêncio relativamente à contabilidade paralela no partido.

De acordo com o jornal, os SMS foram divulgados pelo próprio antigo tesoureiro, Luís Bárcenas - preso na cadeia madrilena de Soto do Real desde 27 de junho no âmbito do mega processo de corrupção - depois do seu partido se ter referido a ele na quinta-feira como um "delinquente que fez da mentira um estilo de vida".

Entre as mensagens publicadas pelo jornal estão também algumas trocadas com Rosária Iglesias, mulher do ex-tesoureiro.

"MUITO TRANQUILOS"

Em 2013, por exemplo, no dia em que o ‘El Mundo’ publicou o esquema de pagamentos ilegais e depois de serem conhecidas as contas suíças, o primeiro-ministro terá escrito a Bárcenas incentivando-o a "ser forte" , expressando-lhe a sua compreensão.

Fontes do Executivo, contactadas pela agência EFE consideram, no entanto, que a divulgação das mensagens de SMS entre Rajoy e Bárcenas fazem parte de uma estratégia do ex-tesoureiro do PP para desviar a atenção dos seus problemas com a Justiça e demonstram que não conseguiu nada do que pedia ao presidente do Executivo.

A secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, já veio também assegurar que tanto o partido como Mariano Rajoy estão "muito tranquilos" perante o depoimento do ex-tesoureiro, que acontecerá na segunda-feira.

Luís Bárcenas comparecerá na segunda-feira perante o juíz Pablo Ruz, depois do El Mundo ter divulgado alegados financiamentos ilegais no PP e publicado documentos que indiciam a existência de uma contabilidade paralela no partido.

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