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Correio da Manhã

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Puigdemont pede que o deixem voltar à Catalunha

Ex-líder catalão quer liderar o próximo governo e diz estar disponível para ouvir “qualquer oferta” de Rajoy.
Ricardo Ramos 24 de Dezembro de 2017 às 07:37
Puigdemont diz que seria “uma anormalidade” o governo espanhol não permitir o seu regresso para tomar posse como presidente do executivo catalão
Carles Puigdemont procurou refúgio em Bruxelas devido ao risco de detenção em Espanha
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont diz que seria “uma anormalidade” o governo espanhol não permitir o seu regresso para tomar posse como presidente do executivo catalão
Carles Puigdemont procurou refúgio em Bruxelas devido ao risco de detenção em Espanha
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont diz que seria “uma anormalidade” o governo espanhol não permitir o seu regresso para tomar posse como presidente do executivo catalão
Carles Puigdemont procurou refúgio em Bruxelas devido ao risco de detenção em Espanha
Puigdemont
Puigdemont
Puigdemont
O líder separatista catalão Carles Puigdemont, refugiado em Bruxelas desde outubro, apelou este sábado ao governo espanhol para permitir o seu regresso à Catalunha para tomar posse como presidente do futuro executivo e disse estar disponível para ouvir "qualquer oferta" do PM Mariano Rajoy, mesmo que não inclua a independência.

"Quero regressar à Catalunha o mais brevemente possível. Gostava de poder voltar hoje mesmo. Seria uma boa notícia para Espanha", afirmou Puigdemont em entrevista à Reuters na capital belga.

Questionado sobre se gostaria de estar presente na sessão inaugural do próximo Parlamento Autonómico, no final de janeiro, respondeu: "Seria natural que o fizesse. Se não permitirem o meu regresso para ser investido como presidente do governo, isso é que seria uma anormalidade do sistema democrático espanhol", defendeu o líder separatista, acrescentando: "Sou o presidente do governo autonómico e continuarei a sê-lo se o Estado espanhol respeitar os resultados das eleições."

O Cidadãos, de Inés Arrimadas, foi o partido mais votado nas eleições autonómicas da passada quinta-feira, mas os partidos separatistas conquistaram a maioria absoluta no Parlamento e já garantiram que tencionam formar governo.

Puigdemont é alvo de um mandado de detenção por sedição, rebelião e desvio de fundos públicos por causa da organização do referendo ilegal de 1 de outubro e teme ser detido assim que voltar a entrar em território espanhol.

Na sexta-feira pediu um encontro bilateral com o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy "em qualquer país da Europa" e ontem reiterou a sua disposição para negociar e ouvir "qualquer oferta" de Madrid, "mesmo que esta não inclua a independência". Rajoy, recorde-se, avisou que só aceita negociar "dentro da lei e da Constituição".

PORMENORES 
Decisão em breve
O advogado de Puigdemont, Jaume Alonso Cuevillas, admitiu ontem que a única possibilidade de o seu cliente ser investido como chefe do governo catalão "é regressar", arriscando a prisão. "É uma decisão política que deve ser tomada nos próximos dias", acrescentou.

18 na mira da Justiça
Puigdemont é um dos 18 deputados separatistas eleitos na quinta-feira que estão a contas com a Justiça espanhola. Três deles estão detidos preventivamente e outro cinco, incluindo Puigdemont, estão refugiados em Bruxelas.
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