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Putin à beira de novo mandato de presidente

A reeleição do presidente não merece dúvidas mas o Kremlin receia abstenção elevada.

18 de março de 2018 às 09:32

O presidente russo, Vladimir Putin, será hoje consagrado como o líder incontestado da Rússia. Concorrem às presidenciais russas sete outros candidatos, entre eles uma mulher, mas todos sabem, dentro e fora da Rússia, quem será o vencedor. Alexei Navalny, o mais credível opositor de Putin, foi eliminado da corrida.

A maior preocupação de Putin e dos seus conselheiros no Kremlin foi mobilizar o eleitorado para ir às urnas apesar da certeza sobre o vencedor. O objetivo, como denunciou Navalny, "é uma participação maciça para criar uma aparência de legitimidade".

A fasquia ambicionada são os 70% de participação, valor que silenciaria os opositores. Para os mais críticos, um valor de 50% poria em causa a legitimidade de Putin. O receio de uma abstenção elevada não é descabido. Nas legislativas de 2016, o partido Rússia Unida, de Putin, venceu com margem esmagadora, mas a participação ficou abaixo dos 50%, o que aconteceu pela primeira vez desde o fim da União Soviética.

A desmotivação é mais evidente entre os jovens. A razão foi bem resumida por uma eleitora de 21 anos, Nikita Nazarenko: "Vivi toda a minha infância sob o poder de Putin. Por vezes apetece-me algo diferente." Essa diferença, contudo, terá de esperar pelo menos mais seis anos, duração do mandato presidencial.

Rússia expulsa 23 diplomatas britânicos 

A Rússia respondeu este sábado na mesma moeda à expulsão de diplomatas seus do Reino Unido, ordenando a saída do mesmo número de representantes britânicos no país.

Esta retaliação russa representa uma escalada na tensão entre os dois países após as acusações a Putin de ter ordenado pessoalmente o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal, em Salisbury, com um agente de nervos. Skripal e a filha continuam em estado crítico.

Supervisão eleitoral posta em causa 

A polícia russa fez buscas  em gabinetes do opositor Alexei Navalny e de ativistas independentes para apreender documentos que permitem  acesso às assembleias de voto. O objetivo será ocultar uma eventual abstenção elevada.

Saiba Mais

2000

Vladimir Putin é eleito presidente pela primeira vez, sucedendo a Boris Yeltsin. Devido ao limite de dois mandatos consecutivos, deixou o cargo máximo do estado russo para ser chefe de governo entre 2008 e 2012, voltando depois à presidência.

Mandatos de seis anos

Quando foi reeleito, em 2012, Putin beneficiou já de uma nova lei que alargou os mandatos presidenciais de quatro para seis anos. Isto significa que, ao ser reeleito hoje, poderá ficar no poder até 2024.

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