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Correio da Manhã

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Putin ameaça com mísseis na Europa

A dois dias do início da cimeira do G8, na Alemanha, o presidente russo, Vladimir Putin, voltou a pressionar os EUA, ameaçando apontar novamente mísseis, alguns deles com ogivas nucleares, à Europa como resposta a uma eventual instalação do escudo antimísseis americano no Leste europeu.
4 de Junho de 2007 às 00:00
“Se a capacidade nuclear americana aumentar na Europa, nós teremos de ter novos alvos no território europeu”, afirmou o líder do Kremlin em entrevista ao diário italiano ‘Corriere della Sera’.
Interrogado directamente se as suas palavras significavam apontar de novo ogivas nucleares contra países europeus, Putin foi taxativo: “Sim”. Putin recusa ser responsabilizado por nova corrida aos armamentos e coloca o ónus sobre o governo de Washington que, segundo afirma, decidiu iniciar a nova ‘detente’.
"REGRESSO À GUERRA FRIA"
Segundo o jornal, o presidente russo considera que a instalação do escudo antimísseis na Europa do Leste, nomeadamente em países de influência da extinta União Soviética, é uma “provocação” que arrastará inevitavelmente o “regresso à Guerra Fria entre os dois países”.
“Percebemos o risco [de nova corrida aos armamentos], mas não seremos responsabilizados. Não fomos nós que alterámos o equilíbrio estratégico, não fomos nós que, unilateralmente, abandonámos o ABM (Tratado Antimísseis Balísticos), afirmou o chefe do Kremlin, referindo-se à retirada, em 2002, dos EUA do referido tratado, que vigorava desde 1972. Aliás, Moscovo afirma que a retirada visava já a construção do escudo – que inclui um sistema de localização e intercepção de mísseis hostis – ‘às portas da Rússia’, nomeadamente na Polónia e na República Checa.
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