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Putin diz que Rússia ainda não atingiu pico da pandemia mas admite desconfinamento em maio

Rússia regista desde há semanas vários milhares de infeções diárias, num total de 93.558 casos e 867 mortos.
Lusa 28 de Abril de 2020 às 17:23
Vladimir Putin
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O Presidente Vladimir Putin considerou hoje que a Rússia ainda não atingiu o pico da pandemia motivada pelo novo coronavírus mas admitiu uma redução progressiva das medidas de confinamento a partir de 12 de maio.

"A situação permanece difícil. Os especialistas e os cientistas com quem estamos em contacto permanente para verificar os nossos planos e medidas dizem que o pico ainda não foi atingido", declarou Putin no decurso de uma reunião com governadores regionais transmitida pela televisão.

De acordo com os últimos dados hoje divulgados, a Rússia regista desde há semanas vários milhares de infeções diárias, num total de 93.558 casos e 867 mortos, a maioria em Moscovo.

Putin decidiu prolongar até dia 11 de maio os dias feriados que se cumprem na Rússia durante esse período de festividades, e encarregou o Governo de elaborar um plano de saída progressiva do confinamento a partir de 12 de maio.

O confinamento pelo coronavírus obrigou previamente o líder russo a adiar o desfile militar do 09 de maio, que este ano celebrava os 75 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.

O fim do confinamento será variável consoante as regiões e concretizado "em função da situação epidemiológica do momento e da sua estabilidade", precisou.

Putin ordenou ainda a elaboração de novas medidas de "urgência" destinadas a apoiar a economia e a população.

Na segunda-feira, a responsável pelos serviços de saúde do país, Anna Popova, tinha já anunciado a eventualidade de uma redução das medidas de confinamento a partir de meados de maio "se tudo correr bem".

Segundo a especialista, essa medida seria possível a partir de 12 de maio, mas "se tudo correr bem" durante os três períodos de incubação da doença provocada pelo novo coronavírus.

Anna Popova precisou que até ao momento a Rússia superou os dois períodos de confinamento (de 14 dias cada um) e o país enfrenta a última prova, que coincide com as festas de maio. A responsável considerou ainda ser "necessário mais tempo" para quebrar a curva de contágios na Rússia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, impôs uma pausa laboral durante o mês de abril para conter a propagação do novo coronavírus no país e as autoridades de cada região impuseram distintas formas de confinamento às suas populações.

Apesar das medidas de apoio aos empresários, em particular a redução de impostos e facilidades de crédito, numerosas empresas poderão não sobreviver a este período de inatividade.

Segundo o Presidente, a Rússia aumentou as suas capacidades de produção para garantir, a partir de maio, o fabrico mensal de 2.500 respiradores artificiais e de 8,5 milhões e máscaras de proteção. A produção de testes de despistagem foi multiplicada por nove e estão a ser disponibilizados diariamente 150.000, acrescentou.

No entanto, reconheceu que persiste a escassez de material de proteção e ordenou ao Governo para adotar medidas suplementares destinadas ao aumento da produção.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 832 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (56.253) e mais casos de infeção confirmados (cerca de um milhão).

Seguem-se Itália (26.977 mortos, quase 200 mil casos), Espanha (23.822 mortos, perto de 211 mil casos), França (23.293 mortos, cerca de 166 mil casos) e Reino Unido (21.092 mortos, mais de 157 mil casos).

Por regiões, a Europa soma quase 127 mil mortos (mais de 1,4 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 59 mil mortos (mais de um milhão de casos), América Latina e Caribe perto de 8.900 mortos (quase 178 mil casos), Ásia mais de 8.200 mortos (perto de 209 mil casos), Médio Oriente mais de 6.480 mortos (cerca de 160 mil casos), África mais de 1.460 mortos (mais de 33 mil casos) e Oceânia 110 mortos (mais de oito mil casos).

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