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Correio da Manhã

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PYONGYANG ACELERA PROGRAMA NUCLEAR

O Parlamento da Coreia do Norte aprovou esta quarta-feira a decisão governamental de manter e incrementar o desenvolvimento do programa nuclear militar de Pyongyang, sob a justificação de se tratar de uma medida de autodefesa para responder a eventuais ataques nucleares preventivos dos EUA e garantir a paz e a estabilidade na península coreana, anunciou a agência oficial norte-coreana KCNA.
3 de Setembro de 2003 às 11:13
Kim Jong II mantém braço-de-ferro com os EUA
Kim Jong II mantém braço-de-ferro com os EUA FOTO: d.r.
Com esta tomada de posição, o Parlamento (Assembleia Popular Suprema) da Coreia do Norte deu o seu apoio ao comunicado publicado no passado fim-de-semana pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, a informar que Pyongyang não tinha outra alternativa senão reforçar o seu programa nuclear como medida dissuasora perante os EUA.
Esta “fuga em frente” do regime de Kim Jong II ocorre uma semana depois de terem resultado infrutíferas as conversações multilaterais que decorrerem em Pequim, para tentar encontrar uma solução para a crise nuclear norte-coreana. No final da ronda de conversações, em que participaram as duas Coreias, os EUA, a China, a Rússia e o Japão, Pyongyang declarou não haver justificação para continuar o diálogo devido à postura intransigente assumida pelos representantes norte-americanos.
A crise nuclear foi desencadeada quando os EUA acusaram, em Outubro passado, o regime de Kim Jong II de ter retomado o seu programa nuclear. Depois disso, Pyongyang abandonou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e expulsou do país os inspectores da agência nuclear da ONU. Mais recentemente, o antigo secretário da Defesa dos EUA William Perry afirmou que se Pyongyang prosseguir o seu programa nuclear poderá dispor de oito bombas atómicas até ao final deste ano.
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