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Correio da Manhã

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Quarentena em hotel obrigatória para estrangeiros residentes que regressem ao Reino Unido

Medida pretende evitar a importação de novas variantes do coronavírus.
Lusa 27 de Janeiro de 2021 às 15:33
Estão suspensas as ligações aéreas entre Reino Unido e Portugal
Estão suspensas as ligações aéreas entre Reino Unido e Portugal FOTO: Direitos Reservados
Portugueses e outros estrangeiros residentes no Reino Unido, bem como britânicos, terão de cumprir quarentena num hotel às suas custas no regresso ao país para evitar a importação de novas variantes do coronavírus, anunciou esta quarta-feira o Governo britânico. 

"De forma a reduzir o risco colocado por nacionais britânicos e residentes de regresso a casa destes países, vamos exigir a todas as chegadas em que não possa ser recusada a entrada a ficar em isolamento em alojamento como hotéis, providenciado pelo Governo. Serão recebidos nos aeroportos e transportados diretamente para a quarentena", disse aos deputados.  

O endurecimento das regras vai ser detalhado mais tarde pela ministra do Interior, Priti Patel. 

Em causa está o risco de novas infeções com variantes mais perigosas do SARS-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19, como aquelas primeiro detetadas na África do Sul ou no Brasil. 

Além destes dois países, a medida deverá ser aplicada a mais 20 países, incluindo Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique, bem como Argentina, Chile, dos quais estão suspensos voos diretos e proibida a entrada de visitantes devido às ligações próximas com a África do Sul e Brasil. 

Até agora, a quarentena de 10 dias podia ser feita na própria casa e encurtada para metade após a realização de um teste no quinto dia, sendo as infrações penalizadas com multas que variam entre 1.000 e 10.000 libras (1.130 e 11.300 euros).

Assim, britânicos e residentes do Reino Unido que cheguem a Inglaterra de países potencialmente afetados pelas variantes ficam sujeitos a este sistema, como Portugal e a maioria dos países do sul de África e América do Sul devido às relações próximas com o Brasil e América do Sul. 

Desde 15 de janeiro que os voos diretos de Portugal, Cabo Verde e de 14 países da América do Sul foram suspensos pelo Reino Unido para evitar a chegada de casos com uma nova variante do vírus detetada no Brasil, considerada muito contagiosa. 

O Reino Unido já tinha proibido em dezembro voos diretos da África do Sul e de outros países africanos, como Angola e Moçambique, e a entrada de passageiros devido ao risco apresentado por uma nova estirpe do SARS-CoV-2, designada por 501Y.V2, também considerada altamente infecciosa.

As chegadas desses países já são proibidas, exceto para britânicos e estrangeiros com estatuto de residente, e todos têm de apresentar um resultado negativo de um teste de diagnóstico realizado até 72 horas antes.

De acordo com o regime de confinamento em vigor, todas as viagens ao estrangeiro desnecessárias, como turismo, estão proibidas e o primeiro-ministro afirmou que o controlo a saída vai passar a ser maior, podendo as pessoas ser impedidas de passar a fronteira "se não tiverem uma razão válida".

Segundo o jornal The Times, a ministra do Interior chegou a propor o encerramento total das fronteiras e a quarentena em hotéis para passageiros de todos os países, mas o primeiro-ministro, Boris Johnson, rejeitou.

O Reino Unido tornou-se o primeiro país europeu a romper a barreira das 100 mil mortes durante a pandemia covid-19, até agora só alcançada pelos Estados Unidos, Índia, Brasil e México. 

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