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Correio da Manhã

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Queda de helis mata 14 num dia

Três helicópteros militares norte-americanos despenharam-se ontem no Afeganistão, causando a morte a 11 militares dos EUA e a três agentes da agência norte--americana de combate à droga, naquele que foi o dia mais sangrento para as tropas norte--americanas no Afeganistão desde 2005.
27 de Outubro de 2009 às 00:30
Queda de helis mata 14 num dia
Queda de helis mata 14 num dia FOTO: Stringer/Reuters

O acidente mais grave ocorreu na província de Badghis (Oeste), quando um helicóptero que participava numa operação de combate ao tráfico de droga se despenhou por motivos ainda por apurar. Sete militares e três agentes da DEA (Drug Enforcement Agency, agência norte-americana de combate à droga) morreram e outros 26 militares norte-americanos e afegãos ficaram feridos. Fonte do comando militar americano garante que, aquando da queda do aparelho, não havia tiroteio na zona, mas guerrilheiros taliban garantem ter abatido o helicóptero com um míssil.

O segundo incidente, que ocorreu na província de Helmand (Sul), envolveu dois helicópteros dos marines, um UH-1 e um AH-1 ‘Cobra’, que colidiram em pleno voo durante a madrugada, causando a morte a quatro militares e ferindo outros dois.

As 14 baixas sofridas nos dois incidentes fazem desta segunda-feira o dia mais sangrento para tropas norte-americanas no Afeganistão desde 28 de Junho de 2005, quando guerrilheiros taliban abateram um helicóptero militar MH--47 ‘Chinook’ que transportava elementos das Forças Especiais, matando 16 militares. Este tem sido, recorde-se, o ano mais sangrento para o contingente multinacional no Afeganistão, em especial para as tropas dos EUA, que desde início de Outubro perderam 46 militares.

PROTESTOS CONTRA OS EUA

Pelo segundo dia consecutivo, centenas de pessoas manifestaram-se ontem em Cabul, em protesto contra a alegada profanação do Corão por militares norte-americanos. As forças de segurança afegãs foram forçadas a disparar para o ar e a usar canhões de água para dispersar os manifestantes, na maior parte jovens. Os EUA e o governo afegão garantem que as alegações não passam de um boato inventado por taliban.

PORMENORES

KARZAI REJEITA ULTIMATO

O presidente Hamid Karzai rejeitou ontem um ultimato do candidato rival nas presidenciais, Abdullah Abdullah, que exigira a demissão do presidente da comissão eleitoral e a suspensão de três ministros.

PORTUGAL REFORÇA

O contingente português no Afeganistão deverá em breve ser reforçado com mais 20 militares dos Fuzileiros, que irão integrar a unidade de protecção do restante contingente luso, sediado na capital afegã.

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