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Quem é o homem que vai suceder a Dilma

Michel Temer era o vice da presidente, mas tornaram-se rivais.

12 de maio de 2016 às 11:52

Filho de uma família de libaneses emigrados no Brasil, Michel Temer assume, aos 75 anos assumir o cargo mais importante da política brasileira. O até agora vice-presidente de Dilma poderá tomar posse ainda esta quinta-feira, horas depois do senado ter decidido o afastamento da Presidente, suspensa por 120 dias até à decisão final do Senado.

 

Líder, desde 2001, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Michel Temer fez de um partido marcadamente regional a força política com mais filiados do país (com mais de 2 milhões de militantes). Eleito presidente da Câmara dos deputados em 2009, tornou-se indispensável a Dilma Rousseff para garantir a continuação do PT no poder, concorrendo juntos às eleições de 2010. Temer chegou assim à vice-presidência, depois de ter conseguido pôr ministros do seu partido no segundo governo de Lula da Silva

 

Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu em Tietê, no Estado de São Paulo, a 23 de Setembro de 1940. Formado em Direito, exerceu advocacia durante vários anos e foi professor em várias universidades São Paulo, estado onde também foi procurador do Ministério Público. Aderiu ao PMDB em 1981 e, em 1987, chegou a deputado Federal, tendo participado na Assembleia Constituinte de 1987-1988 que deu ao Brasil uma constituição democrática, depois de duas décadas de ditadura militar.

 

Casado por três vezes, a sua mulher atual é Marcela, uma antiga modelo que é 40 anos mais nova do que ele. Tem 32 anos e conheceu Michel quando tinha 18, pouco depois de vencer o concurso de beleza Miss Paulínia. O casal tem um filho em comum e espera para este ano o segundo. O novo presidente do Brasil tem outras três filhas (todas mais velhas que Marcela) e um filho das relações anteriores.

Marcela roubou as atenções na tomada de posse de Dilma, em 2011

 

Nos últimos meses, cresceram os sinais de divórcio entre Dilma e Temer. O líder do PMDB queixava-se de ser ignorado nas principais decisões da governação, servindo como mera figura decorativa. Como o processo de impeachment em curso, Dilma percebeu que o seu aliado não a queria no Palácio do Planalto e começaram a surgir acusações de traição.

Em abril, uma monumental gaffe de Temer fez aumentar a crispação. Temer enviou uma mensagem de áudio a um grupo de parlamentares do PMDB em que aparece a discursar como se estivesse prestes a assumir o governo após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. O áudio, de cerca de 14 minutos, soa como um comunicado ao "povo brasileiro" sobre a forma como pretendia governar.

Temer pediu desculpa pelo incidente, mas as palavras que disse nessa gravação podem muito bem ser as que vai usar esta sexta-feira, quando assumir a presidência:, "Muitos me procuraram para que eu desse uma palavra preliminar à nação brasileira. O que eu faço com muita modéstia e muita cautela. Com muita moderação, mas também em face da minha posição de vice-presidente e também de substituto constitucional da senhora presidente da República. E desde logo eu quero afirmar que temos um longo processo pela frente, passando ainda pelo Senado Federal. Então, todas as minhas palavras levarão em conta apenas a decisão da Câmara dos Deputados, portanto minhas palavras são provisórias".

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