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Quinze mortos e mais de cinco mil casas destruídas após ciclone Chido em Moçambique

Autoridades moçambicanas admitiram que cerca de 2,5 milhões de pessoas poderiam ser afetadas pelo ciclone.

16 de dezembro de 2024 às 19:50

Subiu para 15 o número de pessoas que morreram na sequência da passagem do ciclone Chido nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, com mais de cinco mil casas destruídas, anunciaram esta segunda-feira  fontes oficiais.

"Os dados que temos agora [indicam] um total de 100.172 pessoas afetadas, o que corresponde a 20 mil famílias e em termos de óbitos estamos com 15", disse à comunicação social a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) Luísa Meque, anunciando os dados preliminares do Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE), que adiantou existirem 5.832 casas parcialmente destruídas e 3.555 totalmente destruídas.

Só no posto administrativo de Lúrio, no distrito de Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, pelo menos 1.242 casas foram parcialmente destruídas e outras 3.555 foram totalmente destruídas, especificou Luísa Meque.

No mesmo distrito, anunciaram as autoridades moçambicanas, pelo menos 69 embarcações desapareceram na sequência da passagem do ciclone Chido e outras 102 foram totalmente destruídas.

O ciclone tropical intenso Chido, de escala 3 (1 a 5), atingiu a zona costeira do norte de Moçambique na noite de sábado para domingo, segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE).

As autoridades moçambicanas já tinham admitido na quinta-feira, que cerca de 2,5 milhões de pessoas poderiam ser afetadas pelo ciclone Chido nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, no norte, e na Zambézia e Tete, no centro.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país. Já na primeira metade de 2023, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afetaram mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3.200 salas de aula, de acordo com dados oficiais do Governo.  

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