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Correio da Manhã

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RAJOY APOSTADO EM EVITAR COLIGAÇÕES

O candidato do Partido Popular (PP) às eleições espanholas , Mariano Rajoy, declarou ontem que, se o seu partido não conquistar a maioria absoluta, evitará qualquer coligação, para não ser 'chantageado' como o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). A posição de Rajoy surge numa altura em que o seu partido voltou a descer nas sondagens, a menos de uma semana da votação.
9 de Março de 2004 às 00:00
 Rajoy foi efusivamente saudado, mas o PP continua a descer nas sondagens
Rajoy foi efusivamente saudado, mas o PP continua a descer nas sondagens FOTO: Angel Diaz/EPA
"Não tenho hipotecas, nem devo nada a nenhum partido político, meio de Comunicação ou multinacional. Não devo nada a ninguém, apenas aos espanhóis. E irei pagá-lo fazendo tudo aquilo que for capaz para resolver os seus problemas", afirmou Rajoy, assegurando que se apresenta ao acto eleitoral "com as mãos absolutamente livres". Apesar de ter reconhecido que necessita do apoio de todos para governar, Rajoy referiu que não irá coligar-se com nenhum partido. "Creio no meu programa - no programa do PP - e só quero pactos com os espanhóis. Não quero que ninguém me chantageie como está a acontecer ao PSOE", acrescentou. Discursando perante mais de duas mil mulheres que enchiam o auditório da Universidade de Castilla-La Mancha - a campanha eleitoral foi ontem dominada por acções destinadas à mulher, assinalando o seu Dia Internacional -, Rajoy referiu-se às suas principais propostas de apoio ao eleitorado feminino, tendo sido bastante aplaudido.
Contudo, Rajoy não tem grandes razões para sorrir pois o seu PP continua a descer nas intenções de voto. Segundo uma sondagem da Sigma Dois para o jornal 'El Mundo', o PP teria hoje entre 168 e 173 lugares (desceu 0,5 pontos), contra 138 a 144 (subiu um ponto) do PSOE.
CERCO POLICIAL 'DESFALCOU' A ETA
O cerco policial à ETA veio "desfalcar" a direcção da organização separatista basca, que está a ser dirigida por apenas dez líderes.
Nesta altura, os 'etarras' necessitam de activistas com experiência suficiente para dirigir o seu 'aparelho militar' - que viu repartidas as suas atribuições com o sector de logística -, o que forçou já ao recrutamento de efectivos franceses, bem como ao afastamento das suas instalações da fronteira espanhola. Acresce que a ETA se viu ainda obrigada a substituir o seu chefe dos "comandos", seguindo idêntica posição no que se refere à sua secção financeira. Também a área internacional da ETA tem novos líderes, sendo o 'aparelho político' aquele que tem sofrido menos alterações.
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