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Rajoy, Cifuentes e Carmena juntos na homenagem às vítimas do 11 de Março

Os atentados realizados a 11 de março de 2004 por uma célula da Al-Qaida resultaram na morte de 193 pessoas.
11 de Março de 2016 às 10:36
O presidente do Governo espanhol, a presidente da Comunidade de Madrid e a presidente de câmara da capital espanhola
O presidente do Governo espanhol, a presidente da Comunidade de Madrid e a presidente de câmara da capital espanhola FOTO: EPA
O presidente do Governo espanhol, a presidente da Comunidade de Madrid e a presidente de câmara da capital espanhola juntaram-se esta sexta-feira na Porta do Sol, em Madrid, para homenagear as vítimas dos atentados de 11 de março de 2004.

Mariano Rajoy (PP) e Cristina Cifuentes (também do PP) juntaram-se no ato à "alcalde" de Madrid, Manuela Carmena (apoiada pelo Podemos), numa cerimónia de breves minutos na Porta do Sol, em pleno centro de Madrid. Os responsáveis colocaram uma coroa de flores numa placa - instalada na entrada da Real Casa dos Correios - de homenagem às 193 vítimas dos atentados e aos cidadãos que ajudaram naquele dia.

Às 09h00 (08h00 em Lisboa) começaram a repicar os sinos da Torre do Relógio da Real Casa dos Correios, bem como os de todas as igrejas de Madrid. Os presentes na cerimónia respeitaram dois minutos de silêncio. Também soou um Requiem de Mozart, seguido do hino espanhol.

Foi a primeira vez que assistiram ao ato representantes das quatro associações de vítimas contra o terrorismo. No ano passado, devido a diferenças políticas, as diferentes associações dividiram-se entre atos na Praça Colón, na própria estação de Atocha e no Parque do Retiro, onde está plantado um bosque (Bosque de los Recuerdos), com uma árvore por cada vítima dos atentados.

À margem da cerimónia, o presidente do Governo em funções, Mariano Rajoy, recordou que Espanha - tal como outros países - foi atacada "com muita dureza" nos últimos anos pelo fenómeno do terrorismo e garantiu que a luta contra estes grupos continua a ser "uma das prioridades" do Estado espanhol.

"Espanha vai continuar a defender, como sempre fez, a vida, os direitos e as liberdades de todos os cidadãos, tanto aqui como fora do país", disse Rajoy, realçando a sua "solidariedade, afeto e carinho" às famílias dos falecidos e dos feridos nos atentados de Atocha.

O governante recordou que estes atentados, reivindicados pelo grupo terrorista Al-Qaida, constituiu "um dos mais terríveis acontecimentos e que mais impacto teve na opinião pública espanhola".

Rajoy não estará presente num outro ato perto da estação de Atocha, no qual vão estar os líderes do PSOE, Pedro Sánchez, do Podemos, Pablo Iglesias, e do Ciudadanos, Albert Rivera. O presidente em funções justificou que tal se deve "a uma agenda complicada", nomeadamente uma reunião de Conselho de Ministros". "Não posso estar em todos os sítios", desculpou-se.

Tanto Rajoy como Cifuentes realçaram como "positiva" a presença inédita das quatro associações representativas das vítimas.

Os atentados realizados a 11 de março de 2004 por uma célula da Al-Qaida resultaram na morte de 193 pessoas: 34 morreram no comboio que explodiu na estação de Atocha; 63 no comboio que explodiu em frente à rua Téllez; 65 no comboio da estação de Pozo del Tío Raimundo; 14 no comboio que estava na estação de Santa Eugenia e 15 em vários hospitais da cidade de Madrid. Um agente da polícia (do GEO) também morreu num apartamento em Leganés onde se imolaram sete terroristas.
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