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Correio da Manhã

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Ramos-Horta ameaça demitir-se

O primeiro-ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, ameaçou esta quarta-feira demitir-se do cargo para que foi empossado no passado dia 10 de Julho na sequência da demissão do antigo chefe do governo, Mari Alkatiri, caso persista a instabilidade no país e o povo não o queira mais à frente do governo, sublinhando não estar agarrado ao poder.
13 de Setembro de 2006 às 10:22
A ameaça do governante timorense surge numa altura em que ficou a saber-se que os seus opositores estão a preparar um protesto para o próximo dia 20 de Setembro, com o objectivo de exigir a dissolução do Parlamento e a queda do governo.
“Se a manifestação tiver por objectivo criar o caos, demitir-me-ei”, garantiu Ramos-Horta no final de uma cerimónia realizada em Díli para assinalar a passagem de poder da Polícia internacional para as forças policiais integradas na missão das Nações Unidas, adiantando que, como primeiro-ministro, está preocupado com a segurança, a economia e o desenvolvimento do país.
“Não estou agarrado ao poder. Eu não procurei o lugar de primeiro-ministro. Aceitei-o perante as responsabilidades que o Presidente me pediu para assumir, mas, tal como aceitei prontamente, também posso abandonar o cargo de um momento para o outro”, salientou, defendendo que aqueles que fazem “politiquices caseiras” sem “pensarem nas consequências” têm que assumir depois as responsabilidades dos seus actos.
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