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Correio da Manhã

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Rapaz de 17 anos ataca infantário

A Polícia francesa deteve o jovem que manteve ontem reféns 20 crianças e a educadora num infantário em Besançon, no Leste de França. O sequestro, que durou mais de quatro horas, terminou sem vítimas.
14 de Dezembro de 2010 às 00:30
A polícia francesa conseguiu pôr termo ao sequestro no infantário e salvar as crianças
A polícia francesa conseguiu pôr termo ao sequestro no infantário e salvar as crianças FOTO: Trias Philipe/EPA

Um adolescente de 17 anos, armado com dois sabres, entrou ao início da manhã no infantário, onde fez reféns duas dezenas de crianças, entre os quatro e os seis anos, e a educadora. O edifício do infantário foi evacuado e as forças de segurança começaram de imediato a negociar com o sequestrador, que, aliás, foi quem avisou a polícia. O jovem, que sofre de problemas psicológicos (já tinha sido tratado a uma depressão e recusava-se a tomar a medicação nos últimos dias), chegou a pedir uma arma de fogo para se suicidar.

Depois de o jovem ter libertado já 14 crianças, e quando foram levados alimentos para a escola, agentes do grupo de intervenção da Polícia Nacional em Estrasburgo irromperam pelo infantário. Os polícias separaram o sequestrador das crianças e da professora e, sem que este oferecesse resistência, neutralizaram-no com um ‘taser’.

O sequestro durou mais de quatro horas e testemunhas afirmam que se viveram momentos de grande tensão entre polícias e sequestrador e de terror, sobretudo entre os pais. "Quando eles chegaram à escola e perceberam que os seus filhos estavam reféns ficaram completamente em pânico. Muitos não contiveram mesmo as lágrimas", afirmou Azzedine Khaoua, pai de uma menina de três anos.

Sequestros em infantários são raros em França. O mais conhecido e dramático ocorreu em 1993, quando era presidente da Câmara de Neuilly-sur-Seine, arredores de Paris, o actual chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy.

COMUNIDADE LUSA DE 1500 PESSOAS EM BESANÇON

Na região de Besançon, junto à fronteira com a Suíça, existe uma comunidade portuguesa constituída aproximadamente por 1500 pessoas, mas desconhecia-se ontem ainda se haveria crianças luso--descendentes no infantário onde ocorreu o sequestro. No entanto, fonte do consulado de Portugal na cidade francesa de Estrasburgo declarou à Agência Lusa que, a avaliar pela lista com as identidades dos menores fornecida pelas autoridades gaulesas, não haverá quaisquer crianças de origem portuguesa vítimas da tomada de reféns.

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