Até agora os terroristas no Iraque tinham poupado as mulheres (civis). A partir de ontem, elas passam igualmente a estar na mira de sequestradores, que ontem atacaram um edifício onde está sedeada a organização humanitária ‘Ponte para Bagdad’ e fizeram reféns duas italianas e dois iraquianos, um dos quais uma mulher.
Perto de 20 homens, munidos de metralhadoras AK-47 e de pistolas com silenciadores, saíram dos veículos e invadiram o edifício, localizado numa zona movimentada de Bagdad, perante a inacção dos guardas desarmados. “Pareciam profissionais. Dava impressão que sabiam exactamente quem vinham buscar”, contou, ainda assustada, uma testemunha, acrescentando: “Os homens arrastaram a mulher iraquiana pelos cabelos. Ela gritava muito, foi horrível!”
Simonetta Pari, de 29 anos, e Simonetta Torretta, de 30 anos, trabalhavam para aquela organização, fundada após a Guerra do Golfo, em 1991, para promover a ajuda humanitária no Iraque e lutar contra o embargo económico imposto quando Saddam Hussein ainda era presidente do país. Quanto aos iraquianos, trata-se de um engenheiro da ‘Ponte para Bagdad’ e de uma funcionária do grupo ‘Intersos’, que partilha os escritórios com aquela organização humanitária.
A insegurança no Iraque é cada vez maior, tendo grupos terroristas raptado mais de 100 estrangeiros e iraquianos desde Abril, numa campanha movida para persuadir empresas e países a abandonar o Iraque e também para conseguir fundos para financiar os seus acto, através de pedidos de resgate..
Desta violenta campanha nem escaparam os franceses, que sempre se manifestaram contra a guerra. Efectivamente, o sequestro dos jornalistas parisienses Christian Chesnot e Georges Malbrunot, surpreendeu todos, com muitos a vaticinarem uma libertação sem problemas. A verdade é que ela tarda e está a complicar-se, já que o grupo Exército Islâmico do Iraque impôs novas condições, dando um prazo de 48 horas – que termina hoje – para o pagamento de um resgate de cinco milhões de dólares. Em Paris há dúvidas sobre a autencidade de um ultimato. Mas o primeiro-ministro francês, Jean-Pièrre Raffarrin garantiu que ele está a ser encarado com muita seriedade
QUASE MIL AMERICANOS MORTOS
Sem tréguas, a violência vai ceifando vidas de soldados e civis no Iraque. As baixas americanas crescem diariamente, tendo ontem totalizado 999, com a morte de um militar nos sangrentos confrontos em Sadr City, um bairro de Bagdad controlado pelas milícias xiitas de Moqtada al-Sadr.
Os confrontos começaram quando os milicianos atacaram com granadas uma unidade militar que patrulhava as ruas do bairro, matando um soldado americano. As tropas dos EUA ripostaram e, nos confrontos, morreram 34 iraquianos.
Desde o dia 26 de Agosto que vigora um cessar-fogo acordado entre Moqtada al-Sadr e o Ayatollah al Sistani após confrontos em Najaf, mas esse pacto não incluía Sadr City.
Mas a violência extravasa a capital, tendo morrido desde segunda-feira 13 americanos em incidentes diferentes. Os ataques contra iraquianos também não param e ontem foram mortos o fillho do governador da província de Niniveh e o director de um hospital de Bagdad. O governador de Bagdad teve mais sorte, já que escapou a um atentado. Os EUA mantêm o cerco aos rebeldes, levando a cabo novos raides aéreos em Falluja.
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