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Correio da Manhã

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Rebeldes apertam cerco a Tripoli

Os rebeldes líbios apertaram ontem o cerco a Tripoli, último reduto de Muammar Kadhafi. Um dia depois de tomarem o controlo de Zlitan, a 150 km da capital, os rebeldes reclamaram ontem as cidades portuárias, e terminais petrolíferos, de Brega, no Leste do país, e Zawiya, no Oeste. Estas conquistas deixam Tripoli, e o governo de Kadhafi, sem vias de aprovisionamento.
21 de Agosto de 2011 às 00:30
Grupos de rebeldes celebram o avanço que permitiu tomar a cidade petrolífera de Zawiya
Grupos de rebeldes celebram o avanço que permitiu tomar a cidade petrolífera de Zawiya FOTO: Bob Strong/Reuters

O domínio em Zawiya é especialmente relevante, pois a cidade, situada a escassos 50 km da capital, possui uma refinaria que produz diariamente 120 mil barris de petróleo.

Era, até agora, o principal centro de abastecimento de carburante do regime e, com a sua queda, ficou igualmente anulada a rota de aprovisionamento de bens a partir da fronteira com a Tunísia.

Durante a luta pelo domínio da zona fronteiriça, grupos líbios entraram em território da Tunísia e envolveram-se em combates com as tropas daquele país. Durante a noite, helicópteros e tropas tunisinas acorreram a Douz para dominar os infiltrados líbios. Os habitantes daquela cidade do Sul da Tunísia afirmam que se trata de apoiantes de Kadhafi em fuga.

Entretanto, circulam rumores de que o líder líbio, ante a derrota iminente, terá ele próprio deixado o país através dessa fronteira. Paralelamente, fontes rebeldes asseguram que o antigo braço-direito de Muammar Kadhafi, Abdel Salam Jalloud, desertou e juntou-se aos opositores ao regime. A confirmar-se, é a terceira deserção desta semana de um alto responsável do regime.

ALEMANHA TEM SOLDADOS DA MISSÃO DA NATO

A Alemanha, um dos países europeus que mais negócios mantinham com o regime de Kadhafi, recusou entrar na guerra para derrubar o líder líbio, mas documentos recentemente revelados mostram que soldados alemães têm colaborado com as tropas da NATO.

Em resposta a um deputado da oposição, o governo da chanceler Angela Merkel admitiu que onze soldados alemães estão em Itália a colaborar na selecção de alvos para bombardear em solo líbio.

LÍBIA KADHAFI TRIPOLI NATO
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