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Correio da Manhã

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Rebeldes querem dialogar em Timor

O líder dos militares revoltosos que abandonaram a cadeia de comando das Forças Armadas timorenses descontentes com alegadas discriminações étnicas sofridas no seio da instituição afirmou esta quarta-feira estar disposto a pôr fim ao conflito, desde que haja lugar a negociações.
7 de Junho de 2006 às 11:13
Para o major Alfredo Reinado, "o conflito pode acabar, mas tem que haver negociações.” O líder dos militares revoltosos garante estar pronto para negociar com as três autoridades que, no seu entender, podem resolver o conflito: o presidente Xanana Gusmão, o ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, José Ramos Horta, e a Igreja.
Recorde-se que os militares revoltosos têm vindo a exigir a demissão do governo liderado pelo primeiro-ministro, Mari Alkatiri, que acusam de ser o principal responsável pela actual crise político-militar e das mortes registadas no território, pretendendo a formação de um governo de transição e a marcação de eleições antecipadas.
Apesar de tudo o que aconteceu, o major Alfredo Reinado não afasta a possibilidade de poder regressar a Díli e voltar mesmo a integrar as Forças Armadas timorenses, dependendo das condições que lhe forem impostas pelo Presidente da República, com o qual já se encontrou várias vezes desde o início da crise.
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