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Correio da Manhã

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Rebeldes querem tréguas

Ante a resistência do líder líbio, Muammar Kadhafi, os rebeldes anunciaram ontem disponibilidade para negociar um cessar-fogo. O presidente do Conselho Nacional Transitório, Mustafa Abdel Jalil, afirmou, após reuniões com um enviado da ONU, que uma trégua é viável, mas desde que as tropas do regime levantem o cerco a cidades como Brega, onde ontem se travaram duros combates.
2 de Abril de 2011 às 00:30
Os rebeldes perderam Misrata, único bastião da revolta no Oeste líbio
Os rebeldes perderam Misrata, único bastião da revolta no Oeste líbio FOTO: Finbarr O’reilly/Reuters

"Têm de deixar as posições em volta das cidades", afirmou Jalil, exigindo ainda a Kadhafi "respeito pela liberdade das pessoas". O regime recusou as condições. "Querem que deixemos as nossas próprias cidades? Se isto não é loucura não sei o que é", afirmou um porta-voz do governo. A oferta de tréguas parece resultar da mediação do enviado da ONU, Abdelilah al-Khatibset, que manteve paralelamente encontros com representantes do regime.

Noutra frente diplomática, um enviado de Kadhafi visitou Londres para, segundo o jornal ‘The Guardian’, levar propostas de saída para o conflito. Mohamed Ismail, assessor de Saif al Islam, o mais poderoso filho do líder líbio, terá proposto, nomeadamente, que Kadhafi transmita o poder a um governo de unidade nacional, permanecendo na chefia do país com papel simbólico.

O aumento de esforços de pacificação acontece quando se torna claro que o apoio aéreo da coligação liderada pela NATO não impede o avanço das forças de Kadhafi, que ontem tomaram e saquearam Misrata. "Estão a vandalizar comércios e casas e a matar pessoas", afirmou um porta-voz dos rebeldes.

Entretanto, familiares de vítimas do atentado ocorrido em Lockerbie, que matou 270 pessoas após a explosão de um avião da Pan Am, exigem que o antigo chefe da espionagem líbia, Moussa Koussa, refugiado em Londres, seja julgado pelo crime.

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