Motim causa nove mortos e 14 feridos em prisão brasileira

Outros 106 reclusos fugiram, tendo sido capturados apenas 29.
01.01.18

Uma rebelião numa prisão do estado de Goiânia provocou pelo menos 9 morto e 14 feridos, na tarde desata segunda-feira, avança a Folha de São Paulo.

Durante o motim, 106 prisioneiros evadiram-se, tendo as autoridades recapturado apenas 29. Outros 127 reclusos saíram do Complexo Prisional de Aparecida durante os confrontos, mas regressaram depois ao local e entregaram-se às autoridades.

Segundo o jornal paulista, pelos menos dois dos mortos foram decapitados.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás anuncia que o conflito, que foi controlado no final desta tarde (já noite em Portugal) O tumulto começou quando presos de uma ala da prisão invadirem outro edifício, onde teve lugar uma troca de tiros. Vários colchões foram incediados.

Os reclusos contam que o caso é motivado pela rivalidade entre dois grupos criminosos que pretendem controlar a prisão.

Num cenário de grande violência, um dos presos foi esventrado, com as vísceras a serem penduradas no arame farpado. Vários telhados foram destruídos.

O presidente da Aspego (Associação dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de Goiás), Jorimar Bastos, denuncia à folha de São Paulo a falta de guardas prisionais. Conta que, durante a rebelião, a unidade tinha cinco agentes de plantão, número que foi reforçado por causa do final de ano. Segundo ele, normalmente, por plantão, apenas três agentes trabalham na segurança da unidade, que tem 900 presos. "É uma barbárie", classifica.

 



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