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Correio da Manhã

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RECLUSO APROVEITA LICENÇA PARA MATAR

O autor da violação e homicídio de duas agentes da polícia espanhola em L'Hospitalet de Llobregat, Barcelona, é Pedro Jiménez García, recluso de 35 anos que cumpriu 19 anos de prisão por violações e outros crimes. As autoridades capturaram-no ontem, em Girona, juntamente com um homem que poderá tê-lo ajudado a escapar depois de ter cometido os homicídios durante uma licença de liberdade condicional de três dias.
8 de Outubro de 2004 às 00:00
As duas recrutas assassinadas por Jiménez
As duas recrutas assassinadas por Jiménez FOTO: d.r.
O duplo assassinato desencadeou uma polémica em torno das regras prisionais, pois já antes, em 1992, também durante uma licença, Pedro García cometera uma violação.
Ao que se sabe, o presumível homicida foi denunciado por um recibo de telemóvel achado no apartamento das duas agentes, onde tiveram lugar os homicídios. Sabe-se ainda que, horas depois de vexar, violar e assassinar Silvia Nogaledo Garcia, de 28 anos, e María Aurora Rodríguez, de 23, o homicida foi a uma entrevista de emprego, como previam as normas da sua licença, e visitou um padre, com quem marcara previamente entrevista. Não se sabe se confessou os crimes ao sacerdote.
O seu comportamento aponta para uma conduta fria e para a possibilidade de ter-se tratado de um crime premeditado. No entanto, a polícia pensa que a primeira vítima, Aurora Rodríguez, foi escolhida ao acaso. Durante a tarde de terça-feira, 5 de Outubro, Pedro Jiménez terá visto a jovem na rua, não sabendo que se tratava de uma estagiária da polícia. Terá aproveitado o momento em que abria a porta de casa para a ameaçar com uma faca, com a qual a terá depois esfaqueado repetidamente enquanto a atava à cama, a humilhava e sodomizava.
A Polícia pensa que a segunda vítima chegou horas depois e que a sua aparição terá precipitado as coisas, levando o homicida a novos actos de violência, eventualmente a uma segunda violação e à posterior tentativa de ocultar os crimes ateando fogo ao apartamento.
O facto de já antes o assassino ter violado uma mulher durante uma saída condicional gerou revolta e preocupação. Fontes da investigação garantem, no entanto, que todas as formalidades legais foram respeitadas. Jiménez foi detido aos 16 anos por roubo e violação e viu a sua pena agravada para 30 anos depois da segunda violação. Apesar disso deveria ser libertado em 2005, após 20 anos de cárcere, pena máxima segundo o novo Código Penal espanhol.
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