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Correio da Manhã

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Recurso a novas vacinações é a solução para travar variantes da Covid-19

Resposta mais rápida avaliada perante os possíveis efeitos das estirpes britânica, sul-africana e brasileira do novo coronavírus.
João Vaz 23 de Fevereiro de 2021 às 08:22
Pfizer - BioNTech anunciou planos para testar as doses de reforço da vacina atual e introduzir modificações
Pfizer - BioNTech anunciou planos para testar as doses de reforço da vacina atual e introduzir modificações FOTO: Pedro Brutt Pacheco
O recurso a novas vacinações é a resposta mais rápida que está a ser avaliada perante os possíveis efeitos das variantes consideradas mais contagiosas do vírus da Covid, identificadas como britânica, sul-africana e brasileira. A medida é considerada a mais correta pelo imunologista Jean-Daniel Leliévre, diretor do serviço de Doenças Infecciosas no Hospital Universitário Henri Mondor, nos arredores de Paris, em França.

Os problemas suscitados pelas novas estirpes do SARS-CoV-2 já tiveram reação dos laboratórios fabricantes de vacinas. A Pfizer-BioNTech, que produz uma vacina ARN mensageiro, anunciou em comunicado “planos para testar as doses de reforço da vacina atual ou para introduzir modificação na sequência da proteína S da vacina”. A Moderna, também com vacina ARN, assegurou por seu turno, através do presidente Stéphane Bancel, a eficácia do produto. E adiantou: “Por precaução estamos a ensaiar um novo candidato à variante sul-africana para determinar se será o mais eficaz para aumentar os níveis de anticorpos contra esta e outras estirpes.” A AstraZeneca, com vacina de conceção clássica, afirma que o seu produto “protege contra a quase totalidade dos vírus Covid-19 em circulação”.

As alternativas no combate às novas variantes são evidentes para o imunologista Jean-Daniel Lelièvre: “Quando há uma baixa na taxa dos anticorpos neutralizantes, e sabendo-se que certas células conservam a memória do vírus e pedem apenas para ser reativadas, basta uma nova injeção para voltar a subir rapidamente a taxa de anticorpos. Outra solução seria trabalhar uma vacina especificamente apontada à variação do vírus, juntando-a ou não à dose inicial”, conclui perante uma situação em aberto.



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