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Correio da Manhã

Mundo
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Redução de tropas até ao final do ano

Não obstante o boicote dos partidos sunitas mais importantes às eleições, o presidente iraquiano, ele próprio um sunita, mostra-se optimista e descarta o risco de uma guerra civil. Acredita que a segurança vai melhorar e que até ao final do ano será possível reduzir o contingente de tropas estrangeiras no Iraque.
2 de Fevereiro de 2005 às 00:00
“Se o nosso plano de segurança for avante como prevemos, espero que as tropas estrangeiras comecem a deixar o Iraque no fim deste ano”, declarou Ghazi al-Yawar, salientando, no entanto, que tudo dependerá da preparação e da capacidade das forças de segurança iraquianas.
Recorde-se que a força multinacional tem actualmente 170 000 soldados de vários países, na sua maioria norte-americanos. Esta previsão de Ghazi al-Yawar é, aliás, partilhada por Washington, que há muito pretende ver reduzido o seu contingente no Iraque.
Sobre o risco de uma guerra civil, que muitos receiam dado o descontentamento da minoria sunita, que se habituou ao poder e foi a que mais sofreu com os raides norte-americanos, Yawar é peremptório: “Os que querem atiçar o conflito vêm de fora. Garanto-lhes que não haverá guerra civil”.
Este optimismo não é, porém, partilhado por todos, com muitos a lembrarem que Abu Musab al-Zarqawi, o líder da al-Qaeda no Iraque, não perderá esta oportunidade, em que os sunitas estão desencantados, para os dividir.
SOLDADO AMERICANO REFÉM
O pouco conhecido grupo ‘Esquadrões Mujahideen’ anunciou ontem ter feito refém o soldado norte-americano John Adam e ameaçou matá-lo em 72 horas se não forem libertados alguns presos iraquianos.
Sem notícias continua a situação da jornalista Florence Aubenas, desaparecida no passado dia 5 de Janeiro no Iraque. O primeiro-ministro francês, Jean-Pièrre Raffarin, afirma que esta situação é diferente da dos outros jornalistas franceses, já libertados
À MARGEM
SADDAM
O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, que está preso numa base americana perto do aeroporto de Bagdad, podia ter votado, já que ainda não foi condenado, mas não o fez.
SEGURANÇA
Apesar das ameaças dos terroristas de continuar os ataques, autoridades iraquianas aliviaram a segurança. As fronteiras foram reabertas e os voos retiomados no aeroporto de Bagdad.
PRESOS
Tropas dos EUA abriram fogo no campo de prisioneiros de Bucca, em Bassorá, para conter um motim. Quatro reclusos morreram. Os presos ignoraram advertências dos soldados.
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