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Correio da Manhã

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REFÉM BRITÂNICO CHEGOU A FUGIR DOS SEUS CAPTORES

O britânico Kenneth Bigley, decapitado pelos seus captores no Iraque depois de ter estado sob sequestro durante três semanas, conseguiu escapar pouco antes de ser morto, tendo sido alegadamente ajudado por um dos raptores, revelaram fontes próximas dos terroristas.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
A dor da viúva de Bigley
A dor da viúva de Bigley FOTO: Sakchai Lalit/Reuters
Bigley, um engenheiro de 62 anos, terá chegado mesmo a estar cerca de meia hora em liberdade, graças à presumível colaboração de um dos elementos do grupo sequestrador - afecto ao líder terrorista Abu Musab al-Zarqawi, o alegado líder da al-Qaeda no Iraque. Posteriormente, Bigley foi recapturado e, pouco depois, executado. Sequestrado na capital iraquiana, Bagdad, no passado dia 16 de Setembro, juntamente com dois norte-americanos, igualmente decapitados, o engenheiro britânico acabou por ser morto, supostamente na última quinta-feira, em Latifya (a sudoeste da capital, Bagdad), localidade para onde conseguiu fugir. A execução foi mostrada através de uma gravação em vídeo colocada num 'site' da Internet, na qual são visíveis seis homens armados e encapuzados por detrás do refém, que nas imagens surge de joelhos.
Apesar de relatos de testemunhas oculares que presenciaram a recaptura de Bigley, o Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros recusou tecer quaisquer comentários, numa altura em que diplomatas britânicos em Bagdad tentam recuperar o cadáver da vítima. O impacto da morte de Bigley no Reino Unido foi enorme, tendo sido declarado um dia de luto e dois minutos de silêncio na sua cidade natal, Liverpool. A rainha Isabel II e o primeiro-ministro Tony Blair, prestaram homenagem ao engenheiro executado, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, visitou a família de Bigley.
Foi ainda celebrada uma eucaristia em sua memória na Catedral de Liverpool e colocados vários livros de condolências na câmara municipal daquela cidade inglesa, os quais estão à disposição de todos aqueles que pretendam prestar uma derradeira homenagem ao seu compatriota.
Numa verdadeira onda de solidariedade para com a família de Bigley, foram centenas os que presenciaram o sino do município de Liverpool tocar 62 vezes - uma por cada ano de vida do malogrado engenheiro.
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