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Correio da Manhã

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REFÉNS ITALIANAS VENDIDAS À AL-QAEDA

As duas trabalhadoras humanitárias italianas raptadas no passado dia 7 no centro de Bagdad podem ter sido vendidas pelos seus raptores ao líder iraquiano da al-Qaeda, Abu Musab al-Zarqawi. A hipótese foi ontem avançada pelo ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros do Iraque, Hamid al-Bayati.
20 de Setembro de 2004 às 00:00
De visita a Itália, Bayati afirmou ainda que Simona Pari e Simona Torretta foram transferidas de Bagdad para a cidade de Falluja, possível centro de operações de Zarqawi, onde na última semana as tropas dos EUA realizaram repetidos raides.
Bayati pensa que o grupo que agora detém as italianas pode ser o Tawhid wal Jihad”, o mesmo que ameaça matar dois civis americanos e um britânico, também raptados em Bagdad, se os EUA não libertarem as iraquianas detidas. O prazo de 48 horas para a libertação esgota-se hoje.
Patty Hensley, mulher de um dos americanos, apelou aos raptores para que tenham misericórdia. Num vídeo transmitido pela CNN, Patty descreve o marido como “um homem simples e generoso”, que desejava “ajudar o povo iraquiano”.
Um ‘site’ da internet divulgou entretanto um comunicado do grupo ‘Ansar al-Sunna’ no qual é anunciada a decapitação de três reféns curdos iraquianos.
Outros actos de violência vitimaram ainda três pessoas, em Samarra, e pelo menos outras dez em Balad, a norte de Bagdad. Em Samarra as mortes foram causadas por um carro-bomba e em Balad por uma emboscada visando quatro camiões turcos.
SADDAM JULGADO
O primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Allawi, afirmou que o processo contra o antigo ditador Saddam Hussein poderá começar já em Outubro. Allawi assegurou ainda que as eleições no Iraque se mantêm agendadas para Janeiro de 2005.
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