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Correio da Manhã

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Refugiados não têm água nem luz

O governo da África do Sul montou novos campos de acolhimento para albergar homens, mulheres e crianças afectados pela onda de violência xenófoba das últimas semanas no país. Mas a maior parte dos refugiados queixa-se de falta de condições mínimas para sobreviver.

9 de Junho de 2008 às 00:30
Novos campos têm sido montados nos últimos dias em redor de Joanesburgo
Novos campos têm sido montados nos últimos dias em redor de Joanesburgo FOTO: António Pina, Lusa

Segundo o director-geral do Instituto Nacional moçambicano de Gestão de Calamidades, João Ribeiro, num dos campos, o de Towerby, "não existem condições sanitárias, nem locais para higiene pessoal, não há luz e a água potável é inexistente". Aquele responsável afirma que ainda não há números exactos quanto aos moçambicanos que estão instalados nos campos de acolhimento, sabendo-se apenas que o êxodo para Moçambique tem diminuído nos últimos dias.

Desde o início dos confrontos "regressaram a Maputo mais de 39 mil moçambicanos que foram depois encaminhados para as suas terras de origem" – afirmou João Ribeiro.

As autoridades sul-africanas apostam sobretudo na segurança dos campos. Dezenas de guardas patrulham constantemente os centros, a pé e a cavalo, e o portão só se abre para dar passagem às viaturas militares que transportam os refugiados. A maior parte destes campos montados nos últimos dias está localizada junto a Joanesburgo, uma das cidades mais flageladas pela violência xenófoba, responsável pela morte de seis dezenas de pessoas.

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