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Regime líbio aceita cessar-fogo mas rejeita saída de Kadhafi

O governo líbio indicou esta quinta-feira ter pedido à ONU e à União Africana (UA) para ser fixada data e hora para um cessar-fogo, com o envio de observadores, mas rejeitou a saída do poder de Muammar Kadhafi.
26 de Maio de 2011 às 18:24
Al-Mahmoudi: "A solução para a crise líbia não pode ser militar"
Al-Mahmoudi: 'A solução para a crise líbia não pode ser militar' FOTO: Epa/Missam Saleh

"Pedimos às Nações Unidas e à União Africana para fixarem uma data e hora precisas para um cessar-fogo, para enviarem observadores internacionais e para tomarem as disposições necessárias" ao fim dos combates, declarou o chefe do governo líbio, Baghdadi Al-Mahmoudi. 

De acordo com o primeiro-ministro líbio, a proposta de cessar-fogo "é séria" e o fim dos combates deve ser respeitado por todas as partes, "sobretudo pela NATO".

"Nos últimos meses, tornou-se evidente para todos que a solução para a crise líbia não pode ser militar", disse Al-Mahmoudi, defendendo uma solução política e um "diálogo livre entre líbios, longe das bombas e mísseis" da NATO. 

O primeiro-ministro líbio afastou, no entanto, a saída do poder de Kadhafi.

"Muammar Kadhafi está no coração de todos os líbios, se partir, os líbios partem com ele", afirmou, considerando que o coronel é o símbolo do país. 
 

O regime líbio tem acusado a NATO de tentar assassinar Kadhafi, depois de várias ataques aéreos à sua residência de Bab Al-Aziziya em Tripoli.

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