Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
3

Rei pede à Catalunha o regresso à concórdia

Felipe VI instou os separatistas a não reiterarem o desafio à lei que dividiu amigos e famílias.
Francisco J. Gonçalves 26 de Dezembro de 2017 às 01:30
Rei Felipe VI
Rei Felipe VI de Espanha
Felipe VI pediu diálogo e convivência, apelando aos independentistas catalães para não tentarem impor a sua vontade
Felipe VI pediu diálogo e convivência, apelando aos independentistas catalães para não tentarem impor a sua vontade
Rei Felipe VI de Espanha
Rei Felipe VI de Espanha
Rei Felipe VI
Rei Felipe VI de Espanha
Felipe VI pediu diálogo e convivência, apelando aos independentistas catalães para não tentarem impor a sua vontade
Felipe VI pediu diálogo e convivência, apelando aos independentistas catalães para não tentarem impor a sua vontade
Rei Felipe VI de Espanha
Rei Felipe VI de Espanha
Rei Felipe VI
Rei Felipe VI de Espanha
Felipe VI pediu diálogo e convivência, apelando aos independentistas catalães para não tentarem impor a sua vontade
Felipe VI pediu diálogo e convivência, apelando aos independentistas catalães para não tentarem impor a sua vontade
Rei Felipe VI de Espanha
Rei Felipe VI de Espanha
O discurso de Natal do rei Felipe VI, de Espanha, ficou marcado por referências à crise separatista na Catalunha. Ao contrário do discurso de 3 de outubro, em que criticou duramente os nacionalistas, desta feita o rei pautou os apelos à concórdia com referências a uma "evolução e adaptação aos novos tempos" urgente em Espanha. Estas palavras foram interpretadas como referência a uma reforma da Constituição.

No lado crítico, Felipe VI lembrou aos separatistas que Espanha "é uma democracia madura onde qualquer cidadãos pode defender livremente as suas opiniões e ideias, mas não impô-las aos outros". Por isso, pediu ao futuro governo da Catalunha, que será uma vez mais chefiado pelos separatistas, que trabalhem pela "convivência", para que as ideias não "separem as famílias e os amigos". Mas Felipe VI frisou depois a urgência de a Espanha se "adaptar aos novos tempos", mas com respeito "pela base sólida dos princípios democráticos e dos valores cívicos de respeito e de diálogo".

A nova abertura do rei não foi reconhecida pelos nacionalistas, que acusaram o monarca "de ter sido uma vez mais o rei do 155", que suspendeu a autonomia e "bloqueou a vontade dos catalães".

ERC quer liderança
Apesar da maior votação na formação Junts per Catalunya, de Carles Puigdemont, a ERC não abdica de ter o seu líder, Oriol Junqueras, na chefia do futuro governo e lembra a Puigdemont que só poderá governar se regressar do exílio em Bruxelas.

Críticas ao discurso
Eduard Pujol, deputado eleito pelo Junts per Catalunya, criticou o rei por, no seu discurso, "não ter tomado nota da vontade dos catalães nas urnas", numa alusão à nova maioria absoluta conquistada pelos partidos separatistas no dia 21. Pujol acusou o rei de preferir a repressão à democracia.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)