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Correio da Manhã

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Reino Unido pede a Putin que use influência para cessar-fogo

Pedem o fim da guerra na Síria.
14 de Março de 2016 às 15:07
O chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond (na foto), fez um apelo ao Presidente russo, Vladimir Putin
O chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond (na foto), fez um apelo ao Presidente russo, Vladimir Putin FOTO: Caren Firouz/Reuters
O chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond, apelou esta segunda-feira ao Presidente russo, Vladimir Putin, para que use a sua influência na Síria para garantir o fim das hostilidades e o cumprimento do cessar-fogo, negociado a nível internacional.

"Esperamos que Putin, que apoiou [o Presidente sírio] Bashar al-Assad com grandes quantidades de recursos militares e com um compromisso político, possa exercer controlo sobre Assad. Neste momento, não parece ter controlo sobre Assad", afirmou, em Bruxelas, Philip Hammond, à chegada ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), que vai debater a relação entre os 28 Estados-membros do bloco comunitário e Moscovo.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, é necessário que os russos (parceiros tradicionais do regime de Damasco) assegurem que os sírios vão cumprir os compromissos assumidos por Moscovo no Grupo Internacional de Apoio à Síria, um grupo especial de acompanhamento internacional ao conflito naquele país copresidido pelos Estados Unidos e pela Rússia que negociou um cessar-fogo, em vigor formalmente desde o passado dia 26 de fevereiro.

Para Hammond, o bloco comunitário tem de "ser claro sobre como vai conduzir a relação UE-Rússia no futuro" se "perder de vista o desafio que representa a Rússia para os valores e a segurança" europeus.

As relações com a Rússia voltaram a estar na agenda dos chefes da diplomacia dos 28, mais de um ano depois de terem sido debatidas pela última vez.

Esta reunião ocorre poucos dias depois da UE ter anunciado o prolongamento, até 15 de setembro, das sanções contra entidades russas e ucranianas relacionadas com o conflito na Ucrânia, outro foco de tensão entre Moscovo e os parceiros comunitários.
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