Pretendem recolher documentação e comunicações relacionadas com negócios fora dos EUA "com indivíduos que estavam ligados ao Partido Comunista Chinês".
Os republicanos da Câmara dos Representantes apresentaram esta quinta-feira os primeiros pedidos oficiais de documentação de Hunter e James Biden sobre os seus negócios fora dos Estados Unidos, intensificando ainda mais uma investigação sobre a família do Presidente.
O congressista James Comer, presidente do Comité de Supervisão da câmara baixa do Congresso norte-americano, enviou cartas ao filho de Joe Biden, Hunter, ao irmão do Presidente, James, e ao seu ex-gerente de negócios.
Os republicanos pretendem recolher documentação e comunicações relacionadas com negócios fora dos EUA "com indivíduos que estavam ligados ao Partido Comunista Chinês".
"Se o Presidente Biden estiver comprometido por acordos com adversários estrangeiros e estes estiverem a afetar a sua tomada de decisão, isto representa uma ameaça à segurança nacional", sublinhou Comer em comunicado.
Estas cartas são a ação mais recente dos republicanos na investigação à família Biden, acusada de "tráfico de influência", embora até agora ainda não tenha sido recolhida prova que suportem as alegações, noticia a agência Associated Press (AP).
As solicitações incluem qualquer registo "designado como classificado" e comunicações sobre viagens e atividades financeiras entre o Presidente ou James Biden e a sua esposa, Sara Jones Biden, e Hunter Biden, desde 20 de janeiro de 2009.
Um advogado de Hunter Biden considerou este pedido como um esforço de Comer para vender as suas próprias "conclusões imprecisas e sem fundamento, disfarçadas de investigação real".
"Como a sua carta é uma tentativa abrangente de recolher uma ampla gama de documentos e comunicações do Presidente Biden e da sua família, escrevo para explicar que o Comité de Supervisão e Responsabilidade carece de um propósito legislativo legítimo e base de supervisão para solicitar tais registos do Sr. Biden, que é um cidadão privado", destacou o advogado Abbe Lowell, na resposta por carta ao comité.
Pouco depois de assumirem o controlo da Câmara dos Representantes, os republicanos, liderados por Comer e pelo congressista Jim Jordan, de Ohio, lançaram uma série de amplas investigações sobre a família do Presidente, enviando pedidos de registos a quase todas as agências governamentais.
No mês passado, Comer exerceu o poder da nova maioria republicana na câmara baixa para solicitar informações do Departamento do Tesouro sobre transações financeiras de membros da família Biden que foram sinalizadas como atividades suspeitas.
Estes relatórios são rotineiros, com transações financeiras maiores automaticamente sinalizadas para o Governo, e não são evidências, por si só, de má conduta.
Semanas depois, o republicano de Kentucky pediu uma entrevista transcrita com Georges Bergès, o negociante de arte que exibe o trabalho de Hunter Biden nas galerias de Nova Iorque e Los Angeles desde 2021.
Comer solicitou comunicações entre a galeria e a Casa Branca, citando preocupações republicanas de que o Biden mais jovem está a realizar negócios em nome do seu pai.
Já na quarta-feira, ex-executivos do Twitter testemunharam perante o Congresso sobre a decisão da empresa de inicialmente bloquear na plataforma um artigo do New York Post, em outubro de 2020, sobre o conteúdo de um portátil pertencente a Hunter Biden.
Os ex-funcionários admitiram, durante a intensa audiência de várias horas, que o Twitter cometeu um erro ao bloquear uma história sobre o filho de Joe Biden, que na altura concorria às presidenciais de 2020, mas negaram veementemente as alegações republicanas de que foram pressionados por democratas e forças policiais para suprimir a história.
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