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Correio da Manhã

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Restaurante muda vida de prostituta há 30 anos

Casal dá emprego a prostitutas e ex-presidiários para tirá-los da rua.
J.S. 2 de Março de 2015 às 17:30
Mary Nelson, de 53 anos, trabalha no Seed há cerca de um
Mary Nelson, de 53 anos, trabalha no Seed há cerca de um FOTO: Youtube

No Havai há um restaurante que está a mudar a vida de prostitutas e ex-presidiários. Aos 53 anos e com 30 de prostituição, Mary Nelson é empregada de mesa no Seed. Começou por lavar a loiça, com medo da rejeição dos clientes, e só depois se habituou à nova vida, a esta oportunidade que lhe deram.

"Eu não queria lidar com as pessoas. Tinha medo da rejeição ou que me julgassem ou não confiassem em mim", explicou Mary ao jornal online The Huffington Post. Antes de chegar a Honolulu, aos 18 anos, era prostituta em Nova Iorque. Começou com 14 anos, depois de a mãe se suicidar. Mudou-se para o Havai porque descobriu que os clientes eram menos violentos. Só mudou de vida quase 30 anos depois, por intermédio de uma igreja.

O restaurante da justiça

Tudo começou com a ajuda que um casal queria dar a esta população. Jordan e Sony Seng já geriam abrigos para pessoas em risco no Havai, mas a dificuldade em arranjarem emprego levou-os a criar uma solução: o Seed.

Neste restaurante serve-se comida local e saudável, onde prostitutas, ex-presidiários, vítimas de violência ou tráfico trabalham por se sentirem seguros e úteis. Para além destes, a equipa é constituída por outros empregados perfeitamente integrados na sociedade e com voluntários que ajudam os recém-chegados a aprenderem as suas tarefas e a integrarem-se.

Mary Nelson durante o trabalho

Uma mudança de vida

As crianças que visitam o espaço e fazem desenhos para a "Grandma Mary" (avó Mary), que já estiveram expostos nas paredes do restaurante. Agora, a maioria destes estão na casa de Mary.

Os donos dizem que quatro em cada dez empregados que entram no Seed acabam por ter sucesso, ali ou arranjando emprego noutro sítio. Mary convidou várias prostitutas que conhecia de Waikiki para o jantar de aniversário do Seeds, para que percebessem que ali não são julgadas e que podem mudar de vida. "Eu queria que elas soubessem que há opções. E se a 'avó' conseguiu, elas também conseguem", acrescentou.

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