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Restaurantes de Portugal e Espanha conhecem hoje distinções do Guia Michelin

Históricos edifícios do Teatro Lope de Vega e do Casino da Exposição acolhem a gala da apresentação do Guia Michelin Espanha e Portugal 2020.
Lusa 20 de Novembro de 2019 às 07:40
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
A Michelin desvenda esta quarta-feira à noite, numa cerimónia em Sevilha, quais os restaurantes de Portugal e Espanha que distinguirá no guia de 2020, que já garantiu que será "um ano excecional" para a gastronomia ibérica.

Os históricos edifícios do Teatro Lope de Vega e do Casino da Exposição - ambos construídos para a Exposição Ibero-Americana de 1929 - acolhem a gala da apresentação do Guia Michelin Espanha e Portugal 2020, uma cerimónia com cerca de 500 participantes, entre representantes do Governo espanhol e das autoridades locais, empresários, chefes de cozinha.

Até ao momento, nenhum representante de Portugal confirmou à Lusa a sua presença na gala.

No jantar que será servido na cerimónia, oito 'chefs' andaluzes apresentarão, cada um, quatro pratos, sob o comando de Ángel León, o chefe executivo do "Aponiente", restaurante com três estrelas em Cádiz, Sul de Espanha.

A gala desta quarta-feira celebra também os 110 anos do lançamento do Guia Michelin ibérico, em 1910, uma década depois de ter surgido o primeiro Guia Michelin, em França.

A Michelin anunciou recentemente que 2020 será "um ano excecional" para a gastronomia de Portugal e Espanha, "com um crescimento em todas as categorias", em particular na atribuição de uma estrela.

Portugal detém atualmente seis restaurantes com duas estrelas ('uma cozinha excecional, vale a pena o desvio') e 20 com uma estrela ('uma cozinha de grande fineza, compensa parar').

Uma das incógnitas do guia do próximo ano é se manterá o restaurante "Henrique Leis" (Almancil), depois de, no verão passado, o 'chef' com o mesmo nome ter comunicado a intenção de abdicar da estrela que detinha há 19 anos, alegando cansaço e vontade de fazer outras coisas.

A posição oficial da empresa em situações como esta tem sido a de que a decisão de atribuir ou retirar estrelas é dos inspetores e não depende da vontade dos cozinheiros.
Também se ficará a saber se Portugal conquista, pela primeira vez na história do guia ibérico, três estrelas Michelin ('uma cozinha única, justifica a viagem').
Espanha tem, na edição atual, 11 restaurantes com a distinção máxima, 25 com duas e 170 com uma.

Certa é a perda, por fecho, das três estrelas do restaurante homónimo de Dani García (Marbella, Sul de Espanha), onde o 'chef' andaluz serviu o último jantar no sábado passado, um ano depois de ter alcançado o galardão máximo, na gala que decorreu em Lisboa.

A equipa de inspetores da Michelin visita os restaurantes de forma anónima e paga as refeições.

Os critérios avaliados são: a qualidade dos produtos, a criatividade e apresentação, o domínio do ponto de cozedura e dos sabores, a relação qualidade/preço e a regularidade (consistência) da cozinha.

A apresentação das edições ibéricas numa gala teve início em 2009, em Madrid, quando foi anunciado o guia ibérico de 2010, para celebrar o centenário da primeira publicação em Espanha e Portugal. Desde então, já passou por cidades espanholas como Barcelona, Santiago de Compostela, Bilbao, Marbella, Girona ou Tenerife.
No ano passado, Portugal recebeu pela primeira vez o evento, que decorreu no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

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