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Correio da Manhã

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REVOLTA MILITAR NAS FILIPINAS

Os militares que encabeçam o golpe de estado, que eclodiu na noite de sábado nas Filipinas, continuam entrincheirados num edifício da capital Manila, armados com explosivos. O ultimato lançado pelo governo de Glória Arroyo, que terminava às 12h00 de Lisboa, foi de novo recusado pelos militares revoltosos.
27 de Julho de 2003 às 12:05
Esta revolta está a ser liderada por oficiais graduados da Academia Militar e já afirmaram que este golpe de estado "deu a conhecer à comunidade internacional as irregularidades" que existem nas Filipinas.
Os amotinados controlam um edifício composto por apartamentos de luxo e comércio, colocando explosivos em volta do perímetro do edifício, que ameaçam fazer explodir caso não sejam acatadas as suas exigências. Permanece no edifício um número indeterminado de estrangeiros, entre os quais americanos, franceses e malaios.
Os revoltosos pedem a demissão de Arroyo responsável, segundo os militares, pela corrupção que impregna todo o Estado filipino.
O ministro do Interior filipino, José Lina, indicou que tem fortes indícios que o senador Gregorio Honasam é quem está por detrás deste golpe de estado. Este mesmo político foi o cérebro de várias intentonas golpistas durante o governo da ex-presidente Corazón Aquino (196-1992).
Segundo a Reuters, tanques, veículos militares e centenas de tropas cercaram aquele que é um dos mais prestigiados centros comerciais da capital filipina, o Glorietta.
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