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Revolta muçulmana contra França alastra

Protestos em vários países e apelos ao boicote de produtos franceses.

28 de outubro de 2020 às 08:59

O governo francês pediu esta terça-feira aos seus cidadãos nos países muçulmanos para redobrarem as precauções com a sua segurança devido à intensificação dos protestos contra a França por causa da defesa da caricaturas de Maomé como símbolo da liberdade de expressão.

Mais de 40 mil pessoas manifestaram-se em Daca, capital do Bangladesh, queimando bandeiras francesas e retratos do presidente Emmanuel Macron, que na homenagem ao professor Samuel Paty, decapitado por um radical islâmico por mostrar as caricaturas do profeta numa aula sobre liberdade de expressão, afirmou que a França “jamais renunciará” a publicar as controversas caricaturas, que estiveram na origem do ataque terrorista contra o Charlie Hebdo, em 2015.

O presidente turco Tayyip Erdogan disse domingo que o chefe de Estado francês precisa de fazer um “exame mental” e apelou ao boicote dos produtos franceses em todo o mundo islâmico. Supermercados do Qatar e do Koweit já retiraram os produtos importados de França das suas prateleiras, enquanto o Irão convocou de urgência o embaixador francês no país e a Arábia Saudita condenou as declarações de Macron. Já o presidente checheno Ramzan Kadirov acusou esta terça-feira o PR francês de “inspirar os terroristas” e “empurrar as pessoas para o terrorismo”.

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