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Rio de Janeiro proíbe entrada de autocarros de cidades fora da área metropolitana devido ao coronavírus

Medida foi avançada pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 17 de Março de 2020 às 20:44
Wilson Witzel
Wilson Witzel
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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, proibiu esta terça-feira o tráfego de autocarros de passageiros entre a área metropolitana da capital fluminense e cidades fora desse perímetro, seja do interior ou do litoral do estado. Essa medida visa tentar diminuir a possibilidade e a rapidez da disseminação do coronavírus, que no estado do Rio já tem 33 casos confirmados, dois deles, dois médicos, em estado grave.

Pelo decreto de Witzel, os autocarros intermunicipais do Rio e das cidades vizinhas não poderão sair da área metropolitana da capital fluminense, e os coletivos das cidades fora desse perímetro também não poderão entrar. A decisão foi tomada depois de se ter percebido que a grande maioria dos casos da doença já confirmados se concentra na cidade do Rio de Janeiro, e tenta evitar que pessoas infetadas nesta região contaminem outras no interior ou nas cidades do litoral.

Outra decisão tomada pelo governador determina que os autocarros intermunicipais passem a circular com apenas 50% da sua capacidade, para evitar uma grande concentração de passageiros nos veículos. Decisão parecida já tinha sido tomada pelo autarca da cidade do Rio, Marcelo Crivella, que determinou que autocarros e metropolitano só podem levar passageiros sentados.

Numa decisão ainda mais radical da que envolveu os autocarros intermunicipais, Wilson Witzel proibiu a entrada no Rio de Janeiro de colectivos oriundos do estado vizinho, São Paulo. É em São Paulo que se concentra mais da metade do total de infetados em todo o Brasil, e foi também em São Paulo que esta terça-feira foi anunciada a primeira morte por coronavírus no país, um homem de 62 anos que não tinha viajado para nenhum país considerado de risco.

Além das medidas restritivas anunciadas esta terça-feira, Witzel e Crivella já tinham decretado a suspensão de atividades em toda a rede estadual e municipal de ensino, com o encerramento por tempo indeterminado de todas as creches, escolas e universidades.

Museus, cinemas, teatros, shows, competições desportivas e outros eventos também foram proibidos, e agentes da polícia estão a percorrer a orla e as regiões mais boémias da capital fluminense pedindo através de megafones para as pessoas deixarem as praias e os bares e voltarem para casa, mas, por enquanto, de forma voluntária.
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