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Correio da Manhã

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Risco de fraude em voto renhido

Cerca de 37 milhões de ucranianos vão hoje às urnas para decidir, na segunda volta, a primeira eleição presidencial desde a Revolução Laranja de 2004. O líder da oposição, o pró-russo Viktor Yanukovich, venceu a primeira votação com uma vantagem de dez pontos percentuais sobre a rival, a primeira-ministra Yulia Tymoshenko, mas ninguém arrisca previsões sobre o resultado final.
7 de Fevereiro de 2010 às 00:30
Os candidatos Tymoshenko (cima) e Yanukovich
Os candidatos Tymoshenko (cima) e Yanukovich FOTO: Grigory Dukor/Epa

Desde logo porque há receios generalizados de manipulação dos votos. Sondagens recentes indicam que cerca de quarenta por cento dos ucranianos esperam uma manipulação da votação.

O risco de fraude foi acentuado pela nova lei eleitoral – aprovada três dias antes da segunda volta pelo presidente cessante, Viktor Yuschenko – que permite a continuidade da contagem dos votos mesmo se nas assembleias não estiverem presentes representantes de ambos os candidatos.

Neste cenário, poucos acreditam que as centenas de observadores internacionais assegurem a transparência do processo, pelo que muitos antecipam já, em caso de uma vitória apertada, que o candidato derrotado conteste nas ruas e também nos tribunais o resultado do escrutínio.

Yanukovich baseou a sua campanha em críticas ao presidente em exercício, símbolo da Revolução Laranja, e à líder de governo, que responsabilizou pela má gestão económica. Tymoshenko prometeu, por seu lado, melhorar as condições de vida dos ucranianos e restaurar os laços com a Rússia.

PORMENOR

ELEITORES EM PORTUGAL

Os cerca de 750 eleitores ucranianos residentes em Portugal poderão votar hoje na embaixada da Ucrânia, em Lisboa, entre as 08h00 e as 20h00.

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